Durante toda a tarde, Sara seguiu naquela clínica, recebendo todas as medicações necessárias, ao início da noite ela enfim foi liberada, ainda muito fraca, ela caminhou com ajuda de Tyler até o carro dele, em uma de suas mãos, ele levava as receitas de todas as medicações que teria de fazer uso. Pelo caminho, Tyler parou em uma farmacia e comprou tudo que ela precisava, em seguida retornou ao carro e seguiram em direção a casa dele, o silêncio os envolvia, Sara estava encolhida no banco do carona, ele podia sentir a tensão dela, que pensava que, em qualquer momento ele também a faria mal.
– só pra deixar claro, eu não vou te fazer mal, não vou te tocar sem seu consentimento. – ele declarou com os olhos fixos no trânsito, ela o olhou, mas não teve retorno do contato visual.
– mas você, você quer…
– não desta forma, apenas quando estiver curada, por meio de inseminação artificial. – ela assentiu com a cabeça, parecia menos pior, ainda sim a ideia de gerar um filho de alguém da máfia lhe consumia o psicológico de medo. O silêncio mais uma vez se instalou, desta vez durou até a casa dele, quando chegaram, ele estacionou o carro, logo saiu do mesmo, ela estava prestes a abrir a porta para sair, mas ele o fez e com cuidado a ajudou a sair, a amparando ajudou a entrar na casa, assim que passaram pela porta, avistaram a empregada, ela os olhou, logo em seguida perguntou.
– senhor, quer que sirva o jantar agora?
– sim, pode servir. – disse ele, a mulher assentiu, em seguida saiu, Sara o olhou esperançosa e perguntou.
– posso comer também?
– deve.
Sentados a mesa de jantar, Sara montava montava seu prato com pressa, enquanto ele assistia aquela cena e montava o seu com paciência, antes mesmo dele terminar, ela começou a comer, ela enchia a boca, mastigava com rapidez, estava praticamente engolindo inteiro, até parecia que seria sua última refeição, Tyler detestava aquele tipo de coisa, prezava por bons modos, principalmente a mesa, irritado com aquela situação, ele largou os talheres no prato e em um tom contido disse.
– pare. – ela muito focada em saciar sua fome, não o escutou. – então ele alterou a voz. – pare com isso agora. – ela parou, seu corpo estremeceu e voltou o garfo para o prato, com lágrimas nos olhos disse.
– sim.
– de estimação, assim tão grande e assustador? Ela perguntou, o cachorro se aproximou dela, ela deu dois passos para trás, mas ele tornou a se aproximar e cheirou o urso na mão dela, mais uma vez ele grunhiu.
– estranho seria se eu tivesse um pinscher, desses que as senhoras ricas põem dentro de uma bolsa, deveria estar feliz, ele se comportou na sua presença, ele costuma rosna e mostrar o dentes…vamos Rei, se precisar de algo sabe onde onde é meu quarto, fique a vontade a casa é sua.
Sara entrou naquele quarto, em seguida trancou a porta para que o cachorro não entrasse, ela olhou ao redor, a cama estava bagunçada, suas malas estavam em cima da mesma, várias roupas espalhadas, em meio a bagunça, ela pegou uma camisola e a deixou separada, o resto ela apenas empurrou para um lado, não estava com ânimo para arrumar nada, em seguida foi para o banheiro, tomou um banho rápido, sentia-se cansada, com fadiga, por fim, ela se secou, botou a camisola e deitou-se do lado vago da cama, apesar da situação, do plano a qual seria a peça principal, Sara estava se sentindo segura, a sensação era estranha, sentir-se segura na casa de um completo estranho que havia lhe comprado, mas Tyler, em umas horas, havia demonstrado mais atenção, empatia e cuidado que em seus vinte anos de vida ao lado da família.

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