Na manhã do dia seguinte, Tyler, Sara e Nora compareceram ao velório, ele usava um óculos escuros para esconder que havia chorado, seus olhos estavam vermelhos, cheio de olheiras, ele se mostrava impassível, mas por dentro estava quebrado, Sara a seu lado, lhe segurava a mão, lhe transmitindo força e consolo, e ele agradecia mentalmente por ter ela a seu lado naquele momento, com ela, tudo era mais fácil de atravessar.
Quando chegou o momento do enterro, Sara preferiu ir pra casa de Nora, não havia dormido durante a noite, esteve todo o tempo cuidando de seu amado, e a aquela altura, estava exausta, e todos aconselharam ela ir descansar, para seu bem e da gravidez, Tyler queria ir com ela, mas ela lhe disse que não era necessário e que ele poderia ir dar seu último adeus a sua tia, então ele concordou, mas a acompanhou até o carro de Alessandro, que a levou para a casa de Nora.
Horas mais tarde, Sara estava dormindo, acordou sentindo um leve carinho em seu rosto, era Tyler, ele tinha o cabelo úmido, e usava outra roupa, o que indicava que havia chegado a um tempo do cemitério.
— faz tempo que chegou amor? — ela perguntou, sua voz soando rouca e sonolenta.
— pouco mais de uma hora, conseguiu descansar? – ele perguntou com certa preocupação.
— sim, dormi bastante, vem cá, deita aqui comigo. — Tyler deitou-se ao lado dela, então a abraçou em seguida suspirou e disse.
— com você fica tudo tão mais fácil de atravessar.
— sempre estarei aqui pra você meu amor.
Sara e Tyler ficaram cerca de uma semana ali, a pedido do advogado de Olga, que iria fazer a leitura do testamento. Nele Olga deixou claro o que havia deixado para cada um de seus parentes, para Tyler, ela deixou a casa a qual ele muitas vezes visitou na infância, para Sara ela deixou dois quadros a quais Sara gostou quando esteve em sua casa, eram bem valiosos e foram avaliados em mais de trinta mil euros, para Martina, que nem mesmo havia nascido ainda, ela deixou sua coleção de jóias, para sua filha, ela deixou uma casa, um apartamento e uma quantia em dinheiro bem generosa, e o restante dos bens, ela dividiu entre outros parentes.
Dois dias após a leitura do testamento, Sara e Tyler retornaram a casa, ao entrarem no quarto deles, Tyler olhou ao redor e soltou um suspiro, Sara cansada daquelas noites mal dormidas e a cadeira desconfortável do avião, deitou-se na cama.
– está tudo bem amor? – ele perguntou com carinho.
– sim, apenas um pouco cansada e com dor nas costas. – ele assentiu com a cabeça, e ela o olhou com certa preocupação, Sara o conhecia até pelos olhares e, sabia que ele estava se sentindo mal com a perda, mas tinha algo mais que ela não sabia identificar.
– e você, como está?

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