Quando as enfermeiras chegaram trazendo Martina, o sorriso nos lábios de Tyler se alargou ainda mais, de forma cuidadosa, uma delas colocou a menina no berço, ela dormia quietinha, e Tyler só conseguia pensar em como sua filha estava parecendo uma princesa usando aquela linda roupinha cor de rosa.
– como ela está? – a enfermeira perguntou se referindo a Sara.
– está bem, acabou dormindo, estava cansada. – disse ele.
– entendo, qualquer coisa é só nos chamar. – disse ela, em seguida saiu, então Tyler se aproximou mais do berço e com extremo cuidado tocou a bochecha da pequena, seus olhos se encheram de lágrimas, o que ele um dia pensou que só conseguiria comprando uma mulher para gerar seus herdeiros, havia acontecido de forma totalmente diferente, havia sido fruto do amor que o mudou, que mudou sua vida, que o transformou em um novo homem.
– Martina, minha pequena princesa, papai te promete que vai cuidar de você, que vai te amar pra sempre, você e sua mãe. – ele sussurrou, sentindo a emoção mais uma vez tomar seu corpo, então lágrimas escorreram por seu rosto, o homem cruel, sanguinário que não hesitava em matar, agora era um pai apaixonado, emocionado com a chegada de sua filha.
Cerca de duas horas depois, a pequena Martina gemeu, Tyler logo se pôs de pé ao lado do berço, vendo que ela havia acordado, ele a pegou no colo e a acalentou, mas ela não se acalmou, chorou, com isso, Sara acordou.
– amor, está tudo bem? – ela perguntou.
– acho que ela está com fome. – Sara sorriu, então estendeu os braços, e segurou a menina, mas antes de dar o seio a ela, Sara olhou bem seu rosto, as características, o cabelo castanho, os olhos verdes como eles, ela sorriu, então disse.
– ela é igualzinha a você, ou a mim, foi por isso que me escolheu de início, porque minhas características eram parecidas com as suas, e você queria um bebê com suas características. – ele riu sem graça, então se aproximou um pouco mais.
– sim, mas te escolhi várias vezes mais, por cada ponto seu que fui conhecendo, por seu coração puro, seu jeito doce de encantar todos, por sua força, por sua coragem, você é perfeita, te amo. – ela sorriu, logo em seguida teve seus lábios selados em um selinho rápido.
– também te amo. – Sara se preparou para amamentar a bebê, ela puxou a alça da camisola revelando o seio, em seguida o direcionou a boca da menina, que rápido o pegou, Sara sentiu um pouco de ardor, seus seios estavam doloridos e sensíveis, mas ela estava bem instruída e sabia que aquilo era normal. – Lorence veio aqui? – Sara perguntou.
– não, ela me mandou uma mensagem, disse que passaria amanhã pra conhecer a bebê, e que traria a Julie e o Patrick junto, também falei com minha mãe, ela disse que mal tava se aguentando de vontade de conhecer nossa filha, e o Alessandro, ele disse que não vai poder vir por agora.
– por que. – Sara perguntou?
– ele me contou que está com alguém, a uns meses atrás ele conheceu uma mulher.
– sério? Onde ele a conheceu? – Sara perguntou curiosa.
– ela é filha de um conhecido dele da máfia, ele queria vir hoje mesmo, mas a uns três dias, essa garota descobriu que estava com pneumonia, ele estava cuidando dela, então ele achou melhor não vir, não queria correr o risco de trazer algum vírus pra nossa filha que ainda nem tem as vacinas necessárias.
– fico feliz por ele ter encontrado alguém.
– por ele enfim ter encontrado alguém, ele nunca assumiu ninguém, também nunca vi ele falar de nenhuma mulher como falou dessa moça, acho que ele está apaixonado.
– e quando ele te contou? – Sara perguntou enquanto arrumava a posição da bebê em seu colo, que seguia mamando.
– hoje, mas quando ele veio com a minha mãe, ele me falou que estava ficando com alguém, mas não falou muito e eu não levei a sério, mas hoje ele me contou por mensagem quando dei a ele a notícia de que Martina havia nascido, acho que dessa vez é algo sério.
– espero que sim, Alessandro é um cara incrível, merece viver um lindo romance, e tomara que tenham logo um bebê, Martina vai precisar de vários priminhos para brincar. – disse Sara o fazendo sorrir.
– bem, podemos fazer uns irmãozinhos pra ela. – ele sugeriu.
– quantos? – Sara perguntou.
– uns quatro ou cinco. – disse ele animado e Sara riu.

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