Sara havia acabado de completar nove meses, estava contente da forma que sua gravidez havia sido leve, cuidada e amada, Tyler se mostrava um pai cada vez mais amoroso, havia participado de cada momento, cada consulta, a escolha de cada roupinha, por vezes, Sara até o viu emocionado, escolhendo vários e vários vestidos, para preencher o closet que ele havia mandado montar no quarto da menina, Sara em um momento até o questionou sobre a quantidade de roupas, sapatinhos e acessórios, afinal de contas, bebê perde roupa rápido, ele apenas deu de ombros e disse “ a gente doa, e depois compra tudo de novo, nossa filha vai ser a princesa mais bem vestida do mundo” ouvindo aquilo Sara sorriu, ele era um paizão, mesmo que Martina nem tivesse nascido ainda.
Era tarde, Sara estava sentada no gazebo no Jardim, a seu lado estava rei, calmo da forma que havia aprendido a ser com ela. Sara estava no aguardo de Tyler, ele havia saído pela manhã, e até aquela hora, não havia retornado, e Sara não fazia ideia de por onde ele andava, mas então ele surgiu ali.
– oi meu amor, o que faz aí? – ele perguntou.
– tomando um ar e te esperando, estava com saudade, você ficou o dia todo fora.
– eu também estava com saudade amor, mas foi por uma boa causa. – disse ele.
– que causa? – ela perguntou, afinal ele havia saído de casa sem dizer onde ia.
– vou te mostrar. – disse ele, então começou a desabotoar a camisa, Sara franziu a testa, mas quando ele retirou a camisa, pôde ver do que se tratava. – lembra que uma vez você perguntou porque eu tinha apenas um dos braços tatuados.
– sim, você disse que não havia ainda encontrado o que tatuar nele.
– encontrei desde que me apaixonei por você. – a tatuagem se tratava de uma jardim, com um lindo passarinho, e no antebraço, o nome dela, Sara sorriu, lentamente se levantou e tocou o local, sentindo lágrimas em seus olhos se formarem. – ainda falta algumas seções pra ficar inteiramente pronta, mas não teria como você não ver até lá.
– é linda amor. – disse ela, então sua mão deslizou para algo que havia no peito dele, um nome, o nome da filha deles, Martina, Sara sorriu ainda mais, e com isso não pode conter as lágrimas, desabou em choro e ele a abraçou. – você é tão especial, um homem excepcional, um pai incrível, te amo tanto.
– eu também te amo meu passarinho, não chora amor.
– claro que eu choro, eu estou sensível e você me faz uma surpresa dessas, não pude conter.
Pelo restante do dia, Sara esteve grudada em Tyler, a noite, ela ajudou a cuidar da tatuagem, aplicando no braço e no peito dele a pomada indicada pelo tatuador, ela estava contente, mas quando terminou de aplicar, sentiu certo mal estar, com isso fez uma careta.
– o que foi amor? – ele perguntou.
– foi uma pontada na barriga. – ao ouvir aquilo, ele rapidamente sentou.
– será que chegou a hora? Ainda está doendo? – ele perguntou.
– apenas uma cólica.

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