Bianca não conseguiu se concentrar em nada o resto do dia. As palavras de Elara ressoavam em sua mente, a encorajando, mas a imagem de Eric, com aquele sorriso de predador e aqueles olhos que a despiam, a impedia de encontrar paz. A caminho de casa, ela não conseguia parar de pensar no que a esperava. O projeto, sua carreira, o futuro de sua família... tudo parecia estar entrelaçado com aquele homem que a havia machucado tanto.
Ao chegar ao seu apartamento, os gêmeos a receberam com abraços e beijos.
Enquanto isso, em seu luxuoso apartamento, Eric não conseguia pregar o olho. A taça de Martini havia se tornado um hábito, uma forma de afogar as lembranças que o perseguiam. Ele não conseguia tirar da mente a imagem de Bianca, de seu rosto tenso, de seus olhos que o olhavam com uma mistura de medo e ressentimento.
Uma raiva surda o invadiu. Por que ele não conseguia esquecê-la? Por que cada vez que a via, seu coração batia mais rápido e sua mente se tornava um caos? Ele se sentia um tolo, um adolescente apaixonado, e isso o enfurecia.
Ele se levantou de um salto e caminhou até a janela, contemplando as luzes da cidade.
No dia seguinte, Bianca chegou à Pretty com uma nova determinação. Não ia deixar que Eric a intimidasse. Não ia deixar que arruinasse sua carreira. Ela encontrou Clara na entrada e, juntas, se dirigiram ao escritório.
E, assim, mais um dia terminou se esvaindo.
Ela havia sido a última a ir embora, um costume que adotara desde seu retorno à energia vibrante de Nova York, deixando para trás a melancolia parisiense e as lembranças agridoces que a cidade luz abrigava.
Voltar a trabalhar no que amava havia sido um bálsamo para sua alma, uma reafirmação de seu talento e sua paixão. No entanto, uma sombra pairava sobre esta nova etapa, uma sensação incômoda de que sua grande oportunidade profissional dependia, de alguma forma, do capricho daquele homem.


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