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A Esposa Invisível romance Capítulo 196

— Arthur, gostar de qualquer pessoa seria mais útil do que gostar de você. A coisa de que mais me arrependo nesta vida inteira é ter te amado! — Beatriz agora sentia náuseas só de ouvir aquele nome! Ela rangeu os dentes e o interrompeu bruscamente.

— Você já se apaixonou por outro, não foi? — O olhar de Arthur estremeceu levemente, passando de incrédulo a furioso. Sua mão grande pressionou com força os lábios pálidos dela, reprimindo a fúria.

— Sim. — Beatriz fechou os olhos: — Eu deixei de gostar de você faz tempo, Arthur. Desde que tirei o seu bebê, você já devia ter entendido que não tenho mais nenhum sentimento por você, apenas ódio!

— Me odeia... — Arthur soltou o maxilar dela, torcendo os lábios num sorriso autodepreciativo.

— Você não concorda com o divórcio. — Beatriz o encarou com determinação no olhar: — Então não me resta alternativa a não ser morrer novamente na sua frente, talvez você ache que a minha morte não seja ameaça alguma para você.

Afinal, na noite passada, os olhos dele não demonstraram um único traço de medo diante de sua morte.

— Mas você também tem medo de que sua família acabe destruída, não é? — Beatriz o olhou com frieza: — Se eu morrer hoje, amanhã a Família Diniz estampará as manchetes, acusados de forçar a esposa à morte por causa de uma amante. Eles até teriam medo de que meu pai saísse da prisão e o asfixiariam até a morte no hospital. Os mortos não falam. Quando esse dia chegar, as bocas de quais veículos de mídia vocês conseguirão tapar? Qual será o destino do Grupo Diniz?

— Para conseguir ir embora, você se preparou minuciosamente. — Arthur curvou os lábios, sorrindo com escárnio.

Na noite anterior, ele já havia percebido que, de um jeito ou de outro, não conseguiria mais reter Beatriz.

— Divorciando-se de mim, como acha que sua vida vai ser? — Arthur se levantou de costas para ela. A voz dele estava gélida ao extremo, como se reprimisse algo intensamente.

— Depois de ter alta, vá para a Cobertura Diniz e discutiremos os detalhes do divórcio. — Ele virou a cabeça e a olhou. No fundo de seus olhos, cintilava uma risada gelada de desprezo.

— Arthur, desta vez, não minta mais para mim, está bem? — Beatriz observou a silhueta alta do homem pelas costas.

Já haviam sido tantas feridas e enganos, que ela só esperava que, desta vez, fosse de verdade.

-

No dia seguinte, Beatriz já cuidou dos procedimentos de alta. Estava com tanta pressa para se divorciar que não queria esperar um minuto sequer.

Arthur estava em uma reunião quando atendeu a ligação de Beatriz.

— A que horas poderemos conversar hoje?

— À noite, depois do trabalho. — O rosto do homem afundou imediatamente num tom sombrio enquanto caminhava para fora da sala de reuniões.

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