A morte do pai de Beatriz.
Essa sim havia sido a gota d’água.
E a morte de Otávio, por sua vez, foi algo que fugiu completamente às suas expectativas.
Ele havia prometido a ela que protegeria Otávio e garantiria que ele saísse da prisão em segurança, mas Otávio acabou morrendo no hospital.
E para piorar, a última pessoa a visitá-lo foi a mãe dele.
Era inevitável que Beatriz criasse suposições.
Irritado, Arthur deu uma tragada profunda no cigarro e depois o apagou com força. Ele massageou as têmporas e ordenou: — Dirija para a empresa.
—
Beatriz foi trabalhar normalmente naquele dia.
Ao descer do carro, Daniel lhe entregou um buquê de flores.
O homem exalava um charme elegante, com um sorriso gentil no rosto: — Parabéns por escapar desse inferno e por começar uma nova vida. Que tal jantarmos hoje à noite para comemorar?
Beatriz sorriu e pegou as flores das mãos dele.
— Não me mande flores da próxima vez, tenho medo de que a sua noiva interprete mal.
Daniel hesitou por um breve instante, mas logo voltou a sorrir: — Originalmente, minha festa de noivado com Clara seria há alguns dias. Como eu estava muito atarefado, adiei e passei para o Ano Novo.
— É mesmo? — Beatriz olhou para ele: — Eu com certeza marcarei presença pontualmente no noivado de vocês.
Ela pausou e acrescentou: — Será que estou passando dos limites? Eu terei a oportunidade de ser convidada para a sua festa de noivado?
— É claro que sim — Daniel a fitou com um olhar profundo. — Que bobagem é essa que você está dizendo?
Ela e Daniel, segurando as flores, entraram no hospital conversando e rindo.

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