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A Esposa Invisível romance Capítulo 220

Pelo caminho, Beatriz se sentiu muito culpada.

Durante o jantar, ele já tinha se mostrado um pouco quieto, mas sem apresentar nada muito estranho,

e Beatriz até pensou que era apenas cansaço por ter brincado fora o dia todo, não estando tão animado quanto o normal.

Foi negligência da parte dela.

Febre alta em adultos permite aguardar um pouco em casa, mas em crianças, se não diminuir, é preciso ter cautela.

O organismo de uma criança é muito frágil, ao contrário do de um adulto.

Viajaram com urgência até o hospital, onde o médico lhe aplicou uma injeção para baixar a febre.

Pediram que a criança ficasse em observação. Se a febre voltasse a subir repentinamente, seriam necessárias medidas adicionais.

Beatriz estava sentada ao lado do leito, olhando para o menino deitado, com o rosto a revelar todo o seu desconforto.

Ela mantinha a testa franzida, o olhar transbordando de compaixão e culpa.

— Mamãe Bia, você vai chorar? Eu estou bem. Eu sou um homenzinho forte e valente, é só uma febrinha de resfriado, eu nem estou sofrendo. — Nicolas pareceu perceber, e segurou a mão dela. No rostinho abatido, forçou um sorriso.

A maturidade e as palavras de conforto do menino apertaram o coração de Beatriz com uma dor profunda, aumentando ainda mais sua culpa.

— Mas você ainda é uma criança, por que não disse para a mamãe que não se sentia bem? — Beatriz ergueu a mão, acariciando suavemente seu rosto, dizendo penalizada.

— Eu vi que a mamãe estava muito ocupada trabalhando, no telefone o tempo todo, e eu não me sentia tão mal.

— Antes, quando eu aguentava um pouco, passava rápido. O papai era muito ocupado também, então eu não achei que fosse ficar tão sério essa noite, só causei problema para a mamãe... — A voz de Nicolas soava aflita, mas continuava dócil.

As crianças criadas apenas por um dos pais amadurecem muito mais cedo do que aquelas que vivem com ambos os progenitores. E quanto mais maduras, mais o coração das pessoas apertava por elas.

Felipe era uma pessoa estável e centrada, e a criança que ele havia criado era, sem dúvidas, muito mais ponderada e compreensiva com os adultos do que as de sua idade.

— Bebê. — Beatriz o olhou com seriedade: — Daqui para frente, se algo incomodar, você tem que contar para a mamãe, nada de ficar suportando sozinho. Algumas coisas precisam ser deixadas para os adultos resolverem, você não pode guardar para si.

— Não pode, o papai já me disse que os problemas que posso resolver, eu tenho que resolver sozinho. — Nicolas puxou o ar pelo nariz.

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