Beatriz agarrou o copo com força.
Ela tentava calcular, em sua mente, quais seriam as chances de ele ceder caso ela se dispusesse a lhe servir uma bebida.
Arthur sempre fora estritamente profissional nos negócios. Agora, ela só podia arriscar para ver se ele a interceptara de propósito ou não.
Contudo, sua presença ali hoje deixava bem claro que tudo tinha sido planejado.
Se ele estava agindo assim, devia ter a intenção de ceder os equipamentos a ela, bastava saber sob quais condições...
Beatriz olhou para Arthur. — Gostaria de saber se o Sr. Diniz continuará tratando os negócios de forma estritamente profissional?
Arthur sorriu. — Que qualificações você possui para que eu abra exceções para você?
Embora houvesse um sorriso no rosto dele, as palavras soaram extremamente frígidas e implacáveis.
Beatriz trincou os dentes, encarou-o nos olhos e levantou-se para fazer um brinde. — Sim, o Sr. Diniz é sempre justo e não daria tratamentos especiais a ninguém, muito menos criaria dificuldades para figuras insignificantes como nós, de propósito. Eu brindo ao senhor.
Ele observava o sorriso mecânico que tomava conta do rosto dela, enquanto a zombaria transparecia em seu olhar. Tocou levemente a sua taça na dela por cima da mesa.
— Vire de uma vez.
Durante aquele jantar de negócios, Beatriz bebeu bastante, apenas para agradar Arthur.
Por volta das onze horas da noite, a reunião chegou ao fim. Arthur e o Sr. Oliveira haviam fechado mais dois acordos. Henrique estava bêbado, com o olhar embaçado, e foi levado embora pelo seu motorista.
Naquele jantar, era evidente quem detinha o maior poder e quem precisava ser bajulado.
Beatriz apoiava a cabeça zonza com uma das mãos. — Sr. Diniz, das máquinas... eu só preciso de uma.
Jonas Mendes comprimiu os lábios. — Vou buscar o carro na garagem subterrânea.
Dito isso, ele saiu.
Arthur observou Beatriz atentamente. O álcool tingia suas bochechas de vermelho, conferindo-lhe uma aparência sedutora e frágil. — Nós conversamos em outra oportunidade.
Ele se levantou, pronto para sair da sala.
Beatriz agarrou a mão dele. — Sendo um CEO tão importante, ainda brinca comigo?
Arthur baixou o olhar para ela. — Quando foi que eu concordei?


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