Sem dar tempo para Arthur responder, Sophia se agarrou ao braço do homem e sorriu para Felipe, dizendo: — Não se preocupe, Sr. Valente, com certeza convidaremos você para o nosso casamento.
Felipe curvou levemente os lábios num sorriso irônico, a expressão zombeteira mal escondendo seu desprezo: — Fica tão feliz por se casar com alguém no seu segundo casamento?
Ouvindo isso, a expressão de Sophia não vacilou. Ela apenas mordeu o lábio de leve e continuou sorrindo: — O segundo casamento não é motivo para alegria? Todos têm o direito de buscar a própria felicidade. Já que o primeiro casamento de Arthur não deu certo, ele não tem o direito de tentar de novo?
A estadia da Sophia no exterior deixou a língua dela ainda mais afiada, além de tornála muito mais descarada.
Ela já tinha uma boa dose de cinismo antes, mas agora parecia que tinha chegado a um novo patamar.
Felipe riu com escárnio: — Então desejo aos dois uma casa cheia de filhos e netos no futuro.
Após dizer isso, lançou um olhar profundo e gélido a Arthur.
Sem mais nem menos, Felipe virou as costas e foi embora.
-
Quando a aula de Beatriz acabou, já era noite.
Eles haviam combinado de fazer o jantar na casa de Felipe.
A residência ficava a cerca de um quilômetro da escola, bem próxima, além de ser uma mansão imensa.
Logo ao entrar, o aroma da refeição pronta tomou conta do ambiente: — Chegou?
O tom de voz de Felipe soou calmo e acolhedor: — Lave as mãos para jantarmos.
Após Beatriz lavar as mãos e voltar, Felipe já a aguardava à mesa: — Prove. Veja se está do seu agrado.
— Pela aparência, está maravilhoso. Parece prato de um chef cinco estrelas.
— Achei que você não fosse do tipo que faz elogios baratos. — Felipe observou Beatriz. — Pelo visto, você também sabe mentir descaradamente.
— É apenas uma avaliação sincera. — Beatriz respondeu com seriedade e começou a comer com o garfo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Esposa Invisível