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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 216

Tirou a mão de Luigi com um tapa, que o fez fazer a maior cara de ofendido que já viu. Enquanto Bianca, os olhava com os olhos saltados.

- Não precisa disso, ela não gosta de toques.

Bianca encarou Ticiano desconcertada, e ele sabia que tinha passado dos limites falando por ela, mas era para evitar que qualquer interesse brotasse nessa mulher tão machucada.

- Mi dispiace, tesoro. – se desculpou Luigi, com aquele sorriso enviesado no cavanhaque bem feito, que deixava todas as mulheres babando. – Meu nome é Luigi. Eu não quis ser rude.

- Tu...tudo bem... – Bianca finalmente disse num tom baixo.

- Sente-se, nós íamos comer quando você chegou sem avisar.

- Qual é o problema de aparecer para ver o meu primo, depois de meses na Itália? – Luigi disse, gracejando enquanto observava Bianca tirar a torta do forno. – Que cheiro maravilhoso, tesoro.

- Pare de flertar com a minha convidada, que caralho! – interrompeu Ticiano, pegando os pratos e os distribuindo sobre a mesa de vidro.

- Não ligue para ele, bella Bianca. – Luigi endereçou uma piscadela a moça que abaixou os olhos envergonhada, mas com ligeiro sorriso surgindo em seus lábios.

“Merda. Esse cara tem mel?!”

O advertindo com um olhar, ele cortou a torta e as serviu para os três. Bianca serviu água nas taças dispostas e se encolheu quando seu olhar se encontrou com o de Luigi que insistia em observá-la.

-Como está a nona? – perguntou Ticiano, tentando fazer aquele monte de estrume parar de envergonhar sua amiga.

- Ela está bem, disse que se você não aparecer até o próximo mês, vai te fazer se arrepender. – seu primo respondeu, provando a simples torta como se fosse um primor gourmet. – Hummmm, isso aqui está delizioso! Tem mãos abençoadas, tesoro.

- O...obrigada, senhor Luigi.

- Por nada, bella. – ele sorriu ainda mais.

Ticiano praguejou internamente. Se Bianca se tornasse o alvo da próxima conquista de seu primo, teriam um sério problema.

-Onde está o vinho, primo? – Luigi perguntou, com certa indignação.

- Não tenho. Só cerveja. Quer? – respondeu rispidamente.

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