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A Esposa Muda do CEO romance Capítulo 246

Alguma coisa estava pressionando seu peito, a ponto de sentir uma dor paralisante, debilitante, que faziam seu corpo tremer e seus olhos arderem em lágrimas.

Não conseguia entender por que se sentia daquela forma, só sabia que essa dor a destruiria em pouco tempo. E então, como se alguém acendesse as luzes de um pesadelo, ela viu Vitório em uma poça de sangue, seus olhos vítreos, sem vida a encarando de volta.

O riso diabólico e totalmente insano de Astrid ecoou por toda parte daquele lugar horrível, naquela torre abandonada. O som de carne e ossos sendo esmagados provocaram uma urgência enlouquecedora, e só então Lucila percebeu que aquele barulho vinha do corpo de Vitório, que estava sendo atravessado por uma daquelas barras de ferro enferrujadas.

- NÃOOOOOOOOOOOO!!! VITÓRIOOO! Não! Por favor, NÃO! – seu grito não saiu, ficou entalado, seu peito rasgado em dor e desespero.

O barulho de bips estranhos chegaram até ela, como uma alucinação.

Mas a dor era tão grande.... seu corpo se dobrou, suas lágrimas, o terror em seu rosto, em sua pele, era paralisante.

Não podia perdê-lo! Não... ele era o seu amor, seu único amor...!

- Vitório.... – sussurrou num fio de voz, cortado pelos soluços. – Volta...por favor... não vá...Eu te amo...Vitório eu te amooo!

O barulho de bips se tornou estridente, um solavanco fez o seu corpo ser sacudido, a realidade se perdeu diante de seus olhos.

Eles estavam levando ele. Aquele demônio em forma de mulher estava desaparecendo com o marido dela..... Lucy berrou desesperadamente, mas ninguém ouviu, ninguém parou Astrid...

Lá longe alguém gritou.

- Mande ele entrar. AGORA!

Uma porta bateu, passos e correria, o barulho de máquinas dentro de sua cabeça era terrível, mas a dor debilitante era bem maior.... era como se o seu coração tivesse sido arrancado no momento em que o de seu amor parou de bater... Não suportaria aquilo... não... não conseguiria viver agora.

- Fale com ela. Sua esposa precisa ouvir a sua voz agora, Sr. Darius. – uma voz masculina disse em algum lugar.

Sr. Darius....

Um torpor estranho e frio foi tomando conta de Lucy, e ela imaginou ouvir a voz dele uma vez mais...

- Princesa.... Eu estou aqui, querida! – ele parecia tão preocupado, a voz dele parecia tão.... real. – Lucila eu estou aqui! Não faça isso comigo, princesa! Eu não posso te perder!

Calor.... um toque quente, muito quente apertava sua mão com força, dissipando aquele frio mortal. Dedos se entrelaçaram aos seus, lábios cálidos e macios encontraram sua pele gelada...

Era tão real...

As grossas lágrimas despencaram de seus olhos...

- Estamos perdendo ela! – alguém gritou. – Tem que se afastar Senhor Darius!

- NÃO! – o rugido foi como se partisse o véu intangível que a cobria lentamente. – LUCILA VOCÊ É MINHA ESPOSA, É A MÃE DOS NOSSOS FILHOS. NÃO PODE NOS DEIXAR!

O toque subiu por seu braço, o calor foi dominando seu corpo, sua mente, o buraco em seu peito pulsou. Seu coração ainda era capaz de bater por uma alucinação?

Mas neste momento, entre bips descontrolados e palavras desconexas de desconhecidos..... Seus lábios foram cobertos pelos inconfundíveis de seu único e verdadeiro amor.

Sim.... era ele... Não tinha como não ser verdade.

O beijo terno disparou seu coração errante, o som abafado foi ficando mais nítido, mais consistente, os bips ficaram mais espaçados, as mãos cálidas, enormes, ásperas, seguraram seu rosto com um cuidado exagerado.

Lucy deixou as lágrimas quentes escorrerem livremente, ela queria abraçá-lo, mas seus braços pareciam tão pesados, e não respondiam ao seu comando.

- Nunca mais.... – a voz profunda grave sussurrou contra a boca dela. – nunca mais... me assuste desse jeito, meu amor.

Um sorriso fraco surgiu em seus lábios.

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