A garota que falara antes sentiu uma pontada de inveja e disse com um sorriso frio:
— Estamos conversando entre nós. O que você tem a ver com isso? Pelo seu tom, você por acaso quer se casar com aquele homem velho e feio?
A mãe da garota, Fabiana, examinou Manuela de perto.
Não a reconhecendo, presumiu que fosse uma garota de família sem importância.
Talvez tivesse entrado ali de alguma forma, como acompanhante de algum homem.
Então, ela zombou:
— É verdade. Uma garota decente não se casaria com um homem como Lucão. Mas não existem aquelas mulheres que cobiçam poder e dinheiro? Por dinheiro, o que elas não fariam?
Manuela riu friamente.
— Vocês falam com tanta convicção. Parece que já viram o Lucão?
— Não vimos, mas quem não ouviu falar dele? Todos dizem isso, como poderia ser mentira? — Disse a Fabiana.
As outras concordaram, com expressões de desprezo e sarcasmo.
— Lucão é assim mesmo, isso não é segredo para ninguém. Quem não sabe?
— Nessa idade, e ainda aleijado, e mesmo assim continua se casando uma vez atrás da outra. Talvez seja um velho pervertido...
— Ah...!
De repente, houve gritos e confusão.
Manuela, furiosa, pegou uma taça de vinho e a jogou sobre elas.
Instantaneamente, a atenção de todos no salão foi atraída, e olhares de todas as direções se voltaram para lá.
— Tanta fofoca, e eu pensei que vocês o conhecessem! Fofoqueiras é o que vocês são, não é? Com essas bocas grandes, têm que dar palpite em tudo. Por que não têm coragem de ir falar essas bobagens na cara do Lucão?
Manuela despejou sua raiva, o rosto bonito crispado de fúria.
Sua atitude era de quem daria um tapa em quem dissesse mais uma palavra.
Ousaram falar de seu marido, não a culpem por ser rude!
— Você... de onde saiu essa megera?

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