CAPÍTULO 07
Júlia (mãe das gêmeas)
Muito nova me apaixonei por um homem que era dez anos mais velho do que eu. Não que a idade interfira em algo, mas o caráter daquele homem, era repugnante, e eu só descobri, depois de estar de quatro por ele.
Me entreguei a ele, de corpo e alma, pensei que tudo o que ele falava era verdade, que ele me amasse, e iríamos nos casar em breve!
Fui até para outro país com ele e estava feliz, até me mudar, mas depois disso, eu comecei estranhar o seu comportamento, que mudou completamente comigo. Eu comecei a questionar a mudança, e ele começou a me agredir.
No começo eram pequenos tapas, mas depois aumentaram, para socos na cabeça, e algumas outras agressões verbais, que não ficavam com aparência de pancadas, mas doía a alma.
Cheguei a ter que fazer sexo com ele sem querer, pois não queria ter mais problemas. Eu tentei voltar para o meu país, mais ele ficou possesso de raiva, e não quis.
Eu nunca entendi o que aquele verme queria de mim! Não quis casar comigo como prometeu, e acabei dando graças a Deus por isso, pois achei melhor, nem ter mais vínculos com ele.
Descobri que se casou com outra mulher, escolhida pela família dele e digna dele, pois casou pura! Eu não dei a mínima, e queria ir embora, mas ele nunca deixava, e de vez em quando vinha a procura de sexo, me tornando a sua amante, ou puta, como ele mesmo dizia.
Nada disso era justo comigo, e eu não podia fazer nada, nem documentação eu tinha para fugir do Paraguai, pois fui no carro dele, da Argentina para lá.
Fiquei sabendo que os meus pais haviam morrido num assalto, e nunca entendo como isso foi acontecer, e também não pude ir no velório e enterro, pois ele não deixou.
Passei mal naquele dia, e desmaiei sozinha em casa, e acho que um segurança me encontrou, e ligou para o Isaque Fernandez, que foi para o hospital me ver, mas estava muito bravo de ter que mentir para a sua amada esposinha.
Como se não bastasse todo o meu sofrimento, eu descobri estar grávida, e fiquei desesperada com aquilo. Agora nunca mais poderia voltar para a minha casa, e não sei nem o que seria da minha vida.

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