O barulho da porta se abrindo confirmou a chegada de Alberto ao seu apartamento. Margarete, sua única funcionária doméstica, recebeu seu irmão e informou onde deveria encontra-lo.
Na sala de estar, ouviu a aproximação do outro, mas não se voltou. Seus pensamentos ainda estavam fixos naquela mulher.
Amélia, era um nome que combinava com essa versão que ele reencontrou. Era forte, decidida e destemida. Atraente e sedutora, ao mesmo tempo tímida com a própria feminilidade.
Estava muito interessado em descobrir, desbravar suas emoções, seus medos e anseios, conhecer e saber de tudo em relação a ela. Amélia também era muito interessante intelectualmente.
Ticiano fez um trabalho completo, por isso teve acesso aos documentos acadêmicos dela. Os traços de seus projetos eram únicos, um talento formidável. Não compreendia por que ela não estava sendo disputada entre as empresas que buscavam novos talentos, ainda na faculdade.
A sociedade preconceituosa era uma vadia cruel.
Na Acrópole, ela poderia evoluir, aprender e se tornar uma colaboradora de prestígio. E como bônus, a teria completamente em suas mãos.
Amélia era o avesso das mulheres que conhecia ou se relacionava. Não era muito alta, estatura mediana, corpo voluptuoso do tipo gostosa pra caralho, cheio de curvas reveladoras em toda sua extensão.
O quadril era largo e redondo era um convite para o tesão descontrolado, seus seios cheios e fartos sobravam nas palmas de suas mãos, cabelos castanhos quase negros, compridos e lisos.
Pele macia e quente, de um tom de morena clara, delicadamente rosada. O rosto tinha um desenho oval, e os olhos castanhos escuros que ficavam incandescentes quando ela estava com raiva.
A boca dela, tem lábios cheios e carnudos que pareciam uma promessa de luxuria só de se olhar; beijar seus lábios era um prazer que nunca se esqueceu.
Amélia é uma mulher incomparável, linda e exótica, intempestiva e petulate. Uma fruta tentadora do paraiso, cujo sabor ele conhecia muito bem. Ela foi feita somente para o seu prazer.
O relatório que recebeu sobre ela, ainda permeava sua mente.
Ícaro virou o copo da bebida ambarada na boca. A garganta seca agradeceu.
Amélia Bastos, tem vinte e quatro anos, nome dos pais aparentemente comum; não havia nada sobre seu passado antes de cinco anos.
Esse mistério, vinha tirando o seu sossego.
Era como se a vida dela se iniciasse depois daquela festa em que se conheceram.
Ela se tornou um fantasma antes desse evento. Todos os empregos apareciam a partir da mesma data em que ela começou a cursar arquitetura em uma faculdade particular como bolsista parcial; não havia nenhum envolvimento pessoal, além de sua prima Samanta Vasconcelos, com a qual dividia a casa que pertencia a prima.
Algo que lhe chamava a atenção eram as várias entradas de prontuário médico no sistema público de saúde naquele primeiro ano de atividade na vida dela em São Paulo.


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