Ícaro
Ainda estava sob efeito da luxúria por Amélia Bastos, mesmo depois dela ter saído a mais de cinco minutos
O volume incômodo em suas calças evidenciava isso.
Essa menina mal-criada pode enlouquecer qualquer santo. Quando ela entrou na sala de conferências, por apenas um instante achou que era outra pessoa.
As roupas de corte moderno que lhe ressaltavam as curvas e a altivez de seu postura, saltos altos, sutilmente maquiada, os lábios causaram uma porra de etricidade intensa percorrendo o corpo dele.
Deveria ter evitado olhar para aqueles lábios carnudos, parecendo uma fruta no auge de sua suculência e maciez. Mas, aquele maldito batom foi colocado ali exatamente para isso; prender a atenção naquela boca perfeita e transformar qualquer homem em um maníaco tarado sexual.
Ícaro se remexeu em sua cadeira, seu pênis latejava para cacete. A insatisfação fervia seu sangue. Queria Amélia ali mesmo. Debruçada em sua mesa, com aquela bunda enorme e delirante empinada pra ele; gemendo feito louca enquanto ele metia dentro dela sem parar.
Parar e permitir que ela fosse embora, foi um esforço sobrehumano. Entretanto, Amélia ainda não era sua funcionária. E para tê-la ao seu lado, teve que controlar o seu pau.
Que ela estava em conflito, ficou evidente. Depois de se aproximar dela, notou que que a indiferença que ela fazia tanta questão de aparentar estava muito longe de ser verdadeiro.
O desejo que viu em seus olhos castanhos provoca e incita a conhecê-la. Ela não era do tipo de mulher de uma noite só. Ao contrário, Amélia deixou uma marca de insatisfação gravada em seu corpo.
Depois dela, nenhuma mulher foi capaz de satisfazê-lo. A única noite que passaram juntos, não foi o bastante. Ele queria mais, muito mais.
Se ela estivesse constantemente com as suas vistas, seria mais fácil fazer aquela menina entender que pertencia a ele.
A febre por Amélia irritava cada célula do seu ser. Mal conseguia se concentrar no trabalho desde que a reencontrou. Queria mergulhar em seus mistérios e conhecer seus pensamentos mais secretos.
Ao mesmo tempo, o tesão subjuga a razão. A vontade de arrancar cada peça de roupa dela lentamente revelando cada curva, cada saliência daquele corpo voluptuoso, fazendo ela gritar por ele.
Ícaro foi o seu primeiro homem, não havia motivos para que ela não fosse sua. Se ela queria bancar a durona, insistindo em manter aquela pose arredia, seria até mais divertido fazer ela desistir de lutar contra ele.
Na verdade, Amélia não poderia fazer nada quanto a isso. O corpo dela se encarregava de mostrar o quanto gostava dos toques dele.
Com um sorriso de satisfação ele pegou o telefone e pediu que sua Ticiano preparasse a saleta nova ao lado da sala de reuniões no andar da presidência.
Não estava preocupado com os comentários. Colocar uma assistente junior de projetos recém contratada no andar da presidência nunca aconteceu na Acrópole. Suas decisões deveriam ser imparciais e profissionais.
No entanto, o que valia a vida sem os riscos assumidos e a maravilhosa sensação do proibido ao alcance de sua mão. Essa empresa era sua e faria dela o que quisesse.
O RH já estava instruído a respeito da contratação de Amélia. Provavelmente, o único que ousaria tocar no assunto seria seu irmão, o projetista mais brilhante que fazia parte da empresa.
Atraindo o que pensava, Ícaro ouviu uma batida firme na porta e respondeu para que entrasse, deduzindo ser Alberto.
- Ícaro? - com a porta de sua sala entreaberta seu irmão folheava uma pasta nas mãos.


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