Amélia
Demorou alguns minutos para entender onde estava e por que um braço forte envolvia sua cintura, aconchegada em um corpo musculoso e viril.
As cortinas pesadas taparam uma claridade do sol a pino, o relógio digital no móvel mostrava que eram quase uma da tarde. Que merda!
Ao seu lado, Ícaro se mexeu levemente, sua expressão ficava serena quando estava adormecido, isso fez com que quisesse continuar em seus braços.
Mas a essa hora, Sam já estaria em desespero pelo seu desaparecimento. Tinha que sair dali rápido, e voltar para casa.
Um flashback da noite passada passou pela cabeça, ainda sentia a letargia de uma noite inteira sem descanso. Retirou o braço dele com cuidado para não acordá-lo e se levantou sentindo cada centímetro do seu corpo protestar dolorido.
Aquele medo desesperador começou a corroer suas entranhas, a cabeça começou a latejar, se Ícaro despertasse agora, ele a veria nua com todo o seu horror exposto a luz do dia, certamente ficaria enojado por ter transado com ela, e tudo que aconteceu entre eles se tornaria sórdido e feio.
Os pensamentos terríveis comprometem a respiração. Ficou difícil puxar o ar, chegando ao ponto de perder até o equilíbrio. Reuniu suas roupas rapidamente, ignorando cada fibra dos seus músculos que protestaram ao menor movimento. Entrou no banheiro enorme que mais parecia outro quarto.
Enquanto se vestia, notou que as marcas do sexo intenso da noite passada estavam por todo seu corpo. As marcas roxas em praticamente todos os membros onde Ícaro a beijou, mordiscou e se deleitou com sua carne.
“Se concentra, Amélia!” Afastou aquelas imagens que lhe vieram à cabeça, colocando o vestido. Pegou os sapatos nas mãos para não fazer nenhum barulho, precisava sair antes que ele a visse de qualquer forma.
Jamais esqueceria esses momentos que passaram juntos, essa foi a noite que realmente se sentiu mulher. Nunca imaginou sentir nada semelhante ao que viveu com o desconhecido. Mas estar com Ícaro foi revelador, emocionante e inesquecível.
Caminhou até a sala, saindo para o lobby e fechando a porta do apartamento. Com um suspiro nostálgico, apertou o botão do elevador e se despediu daquela doce loucura.
Desceu até a garagem, e saiu pela porta lateral. O pátio que deixava o fusquinha, ficava a uma quadra. Caminhou o mais rápido que pode, só respirou tranquilamente quando já estava dentro do veículo.
Saiu para a rua com a sensação de aperto no peito. Como se essa noite que passou nos braços de Ícaro Darius, estivesse prestes a mudar sua vida pacata de uma forma irreversível.
O celular tocava insistentemente. Era Samanta, pela centésima vez. Não era uma boa ideia atender agora. Quando estivessem juntas poderia se desculpar.
Até lá, deveria inventar uma história bem convincente, porque contar a verdade a ela, estava completamente fora de cogitação.



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