Ícaro
O vestido que mandou trazerem para ela, caiu como uma luva, modelando sua cintura e os seios redondos e volumosos. Sua boca ficava seca de vontade, só de olhar para o contorno daquele decote.
A surpresa em reencontrar aquela menina mascarada ainda provocava um frenezi por todo o corpo. Se conter deixou de ser uma opção, depois de tanto tempo, não poderia deixar ela ir sair assim, sem ter certeza que essa mulher gostosa, de olhos desafiadores, era a sua garota daquela noite.
O gosto dela era o mesmo. A boca quente de lábios indecentes, a reação pecaminosa de seu corpo ao dela. Sim. Não tinha dúvidas.
Era ela, com certeza. A sua garota.
O olhar confuso dela inflamava seu sangue, deveria possuír Amélia Bastos no meio da rua? Talvez assim, ela se lembraria de como gemeu inocentemente sob seu corpo, enquanto pedia por mais de seu toque.
- Não deveria ter feito isso...
A voz dela soou tão baixa, que por um instante julgou ter imaginado suas palavras.
Levou a mão ao seu rosto, passando o polegar pelos seus lábios sedutores, úmidos. Os olhos dela faiscaram de um jeito luxurioso, em seguida ela se soltou e correu para dentro do quintal com portão baixo.
Que covarde.
Ícaro enfiou as mãos formigantes nos bolsos de sua calça, observando sua menina, seguir rapidamente pelo pequeno caminho que levava a sua modesta casa de porta de madeira com sinos dos ventos.
- Esperei muito tempo por você, Amélia. Você me deve muito.
Quando a porta se fechou, ele entrou no carro. As ligações inoportunas o irritavam. Possivelmente esse era o novo numero da última mulher com quem transou.
Bloquear os três números anteriores, não foi o suficiente para que ela entendesse que não teria uma segunda vez.
Sexo de uma única noite não era constante em sua vida. Mas era a maneira que encontrou para apaziguar aquela necessidade febril que Amélia deixou impressa em cada célula de seu corpo.
Começou a dirigir refletindo sobre os últimos anos. Procurar por sua ex-mulher e conhecer Amélia naquela festa foi um paradoxo. Naquela noite tudo mudou.
Seu anseio por vingança perdeu o foco, para a curiosidade e o mistério que envolvia a jovem mulher que entregou sua virgindade a ele, um completo desconhecido.
Sorriu enquanto enviava uma mensagem para seu assistente. Ele já havia providenciado para que o fusca vermelho dela, fosse devolvido a sua dona. Agora, o subordinado tinha outra tarefa.
Descobrir tudo a respeito de Amélia Bastos, o mais rápido possível.
As reações dela eram muito transparentes. Evidenciavam sua relutância e cautela. Por quê?
Qual mulher agiria de maneira tão rude, quando alguém estava a ajudando em uma situação dícil? Ela era um mistério, um delicioso mistério que se tornou ainda mais atraente com os anos que se passaram desde que esteve na sua cama.
As imagens daquela noite quente voltaram a sua cabeça, como se tivesse passado apenas algumas horas. A menina de olhos suplicantes, segurando sua manga, pedindo que ele passasse a noite com ela.
Seu corpo envolto em um corpete apertado de tecido preto. A silhueta sedutora de uma ampulheta provocou o desejo primitivo instantâneo.
Os cabelos castanhos esculos dela estavam mais curtos, e a pele tinha um aspecto pálido que não lhe pareceram boa coisa.
Inicialmente pensou que ela estava forçando aquela aproximação por dinheiro.
Todas as acompanhantes de luxo daquelas festas oderecidas pela organização de Fernando Vidal, eram instruídas a arracarem dinheiro e informações importantes dos homens que compareciam aquele lugar.



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