— O que está acontecendo? — Perguntou Stone em um tom seco, virando-se para os homens. A voz era controlada, mas a tensão nos olhos entregava tudo.
Um dos guardas avançou imediatamente.
— Senhor, durante a revista encontramos um celular com cada uma dessas mulheres. Os aparelhos já estão sob custódia. Mas quando fomos verificar os quartos… — ele fez uma pausa e apontou para as caixas nas mãos delas — encontramos estas caixas escondidas. O senhor precisa ver o que tem dentro.
Stone arqueou uma sobrancelha lentamente, seu instinto já gritando,
— Abram. — Ordenou.
As duas mulheres entenderam na hora. Com as mãos tremendo, avançaram e largaram as caixas no chão, diante dele. Quando se abaixaram para abri-las…
Algo estranho aconteceu.
Elas trocaram um olhar.
Rápido.
Rápido demais.
Antes que alguém pudesse reagir, as duas se moveram ao mesmo tempo. As mãos voaram até a boca. Enfiaram algo para dentro sem hesitar.
— Para—! — Gritou um dos guardas.
Mas já era tarde, elas engoliram.
Em segundos, os corpos enrijeceram. Os olhos se arregalaram de dor e choque. Espuma começou a surgir nos cantos da boca.
E então… Caíram.
Os corpos bateram no chão com força, sem vida, o ambiente congelou.
O choque tomou conta como uma fumaça densa, sufocante. Ninguém se mexeu. Ninguém falou, tudo aconteceu rápido demais.
Stone se levantou na mesma hora.
— Chamem a emergência agora. — Ordenou, puxando o celular. A voz firme, mas os olhos queimando de raiva.
— Temos uma situação na casa do Gabriel e da Isla. Vou mandar o endereço. É urgente.
Desligou e já fez outra ligação.
— Senhor — disse assim que atenderam — temos um problema sério na casa do seu filho. Acho melhor o senhor vir imediatamente.
Encerrou a chamada e voltou-se para os homens.
— O que tem dentro dessas caixas? — Perguntou devagar. — Quero saber que ninguém tocou em nada.
— Sim, senhor. — Respondeu um deles rapidamente.
— Usamos luvas. Não tocamos diretamente. Mas… dentro das caixas havia outros celulares, diferentes dos que recolhemos antes. Também havia uma arma em cada uma… e fotos da senhora Wyndham.
Stone fechou os olhos por um segundo, respirando fundo, quando os abriu novamente, havia um leve alívio no olhar.
Frio… mas ainda assim alívio. Eles ainda não tinham completado o quebra-cabeça, mas estavam chegando perto, muito perto.
— Como empregadas têm armas? — Murmurou, baixo.
— E fotos da senhora Wyndham…?
Nada ali era por acaso.
— Senhor… — Disse outro guarda, hesitante.
— O que fazemos com os corpos?
Stone voltou o olhar para ele.
— Não encostem em nada. — Respondeu imediatamente.
— Ninguém toca em nada.
— Sim, senhor.
Stone discou outro número.
— Confiram se o cara que vocês prenderam não tem nada com ele. Nada. Revistem tudo. Se precisar, revista completa. — Ordenou.

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