A sala de jantar vibrava com a energia da manhã quando eles finalmente desceram as escadas. A longa mesa estava repleta de delícias de café da manhã: pilhas de panquecas douradas, bacon crocante, saladas de frutas frescas, ovos beneditinos e bules de café fumegante.
A família já estava reunida; as crianças conversavam animadamente enquanto os adultos tomavam café e passavam as travessas. A tempestade havia passado, deixando um dia nítido e ensolarado visível através das amplas janelas.
As cabeças se viraram quando Aurelian e Mercy entraram. Sussurros e sorrisos cúmplices percorreram a sala. Mercy sentiu suas bochechas esquentarem, ela tinha certeza de que todos podiam ver o rubor em sua pele e o leve desalinho em seu cabelo, apesar do rápido ajuste que fizera no espelho.
Aurelian, sempre composto, guiou-a até seus assentos com uma mão na base das costas dela, de maneira possessiva. E sua mão demorou-se ali apenas um segundo a mais do que o necessário.
— Bom dia pra vocês dois. — Chamou Sebastian com um sorriso, erguendo as sobrancelhas.
— Dormiram bem? Ou... nem dormiram?
Ava deu-lhe uma cotovelada leve.
— Comporte-se.
Elara sorriu maliciosamente do outro lado da mesa.
— Eles me parecem bem descansados. Ou eu deveria dizer apenas... satisfeitos?
Risadas ecoaram, até os avós, John e Gladys, trocaram olhares divertidos. Carl Wyndham, o terceiro irmão trigêmeo, riu baixinho, seu cabelo castanho escuro refletindo a luz enquanto ele se recostava na cadeira.
Isla sorriu para Mercy, passando-lhe um prato de frutas.
— Você está radiante esta manhã, querida. O casamento lhe cai bem.
Mercy sorriu, aceitando o prato.
— Obrigada, Isla. A noite foi... pacífica, apesar da tempestade.
Gabriel assentiu em aprovação da cabeceira da mesa, sua presença imponente suavizada pelo ambiente familiar.
— A propriedade aguentou bem. Mas estamos todos ansiosos para voltar às nossas rotinas.
A conversa corria solta, e os elogios a Mercy se entrelaçavam nela como um fio de ouro.
— Ela tem as crianças na palma da mão. — Disse Uriel, olhando para seu filho Desmond e Stephanie.
— Mesmo depois de tudo, eles a adoram.
Sarah assentiu calorosamente.
— É raro encontrar alguém que se conecte de forma tão natural. Você é uma joia, Mercy.
Landon e Mia intervieram do fim da mesa.
— Você trouxe uma energia nova para a família. — Disse Mia.
— Nós precisávamos disso.
Peter e Sofie, os pais de Ava, sorriram com cumplicidade.
— Ava não parou de falar sobre como você é gentil. — Acrescentou Sofie.
Ben e Betsy, os pais de Kenneth, inclinaram-se para frente.
Elara revirou os olhos dramaticamente.
— Ocupada com o quê? Trancando-a na torre?
Aurelian lançou um olhar à irmã, mas não havia raiva real nele.
— Algo parecido.
Mercy o calou novamente apenas com o olhar, foi um olhar suave de advertência que o fez sorrir de canto. Ele apertou o joelho dela mais uma vez, o polegar traçando um pequeno círculo que enviou um calafrio secreto através dela.
Conforme o café da manhã terminava, o clima mudou para as despedidas. Os voos haviam sido liberados; as malas estavam sendo feitas. Mercy circulou pela sala, despedindo-se.
Primeiro, os avós, John e Gladys Wyndham, pais dos trigêmeos Gabriel, Uriel e Carl. Eles estavam sentados majestosamente perto da janela, os cabelos prateados brilhando ao sol.
John segurou a mão dela com firmeza, os olhos aguçados, mas gentis.
— Você trouxe luz a esta família, Mercy. Seja bem-vinda, de verdade.
Gladys puxou-a para um abraço suave e, em seguida, pressionou uma pequena caixa de veludo em suas mãos.
— Uma lembrança. — Disse ela baixinho. Dentro brilhava um colar de pérolas deslumbrante.
— Para nossa bisneta de consideração.
Mercy piscou, atordoada.
— Eu nem sei o que dizer... Obrigada. É lindo.

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