As mãos de Aurelian fecharam-se em punhos sobre o assento.
— Meu Deus... você é incrível. Porra, perfeita demais.
Ela aumentou o ritmo, a cabeça movendo-se em uma cadência constante, bochechas sugadas, língua pressionando. A saliva brilhava no membro dele. Os quadris de Aurelian começaram a se elevar em estocadas curtas e involuntárias, perseguindo a boca dela.
— Mercy... eu não consigo, porra, eu preciso tocar em você. — Ele sibilou, a voz tensa.
— Por favor... me deixa te tocar.
Ela balançou a cabeça negativamente enquanto o mantinha na boca, os olhos fixos nos dele. A negação apenas o fez gemer mais alto.
— Você vai me fazer gozar assim. — Ele alertou, com a voz rouca. — Estou perto... porra, perto demais.
Ela sugou com mais força, levando-o ao fundo, a garganta trabalhando ao redor dele. Uma das mãos envolveu os testículos dele, massageando-os gentilmente. A combinação o quebrou.
— Porra Mercy, agora—
Ele gozou forte, os quadris saltando, derramando-se na garganta dela em pulsações quentes. Ela engoliu tudo, ávida, desejosa, sem desperdiçar uma única gota. Ele gemeu o nome dela, o corpo estremecendo com os tremores posteriores.
Quando ele finalmente se acalmou, Mercy afastou-se lentamente, os lábios inchados, as bochechas coradas. Ela lambeu os lábios, sentindo o gosto dele, sem nunca desviar os olhos.
Aurelian a encarava, o peito subindo e descendo com força, o suor brotando em sua testa apesar do ar-condicionado do carro. Ele parecia acabado, lindamente acabado, com os olhos arregalados de admiração e o calor ainda presente.
— Mercy... — Ele sussurrou.
— Venha aqui.
Ele a puxou para cima, beijando-a profundamente, sentindo o próprio gosto na língua dela. Suas mãos finalmente se moveram, emoldurando o rosto dela e depois deslizando pelas costas, segurando-a com firmeza.
— Você é inacreditável. — Ele sussurrou contra os lábios dela.
— Eu não te mereço.
Ela sorriu suave e satisfeita.
— Merece, sim.
Eles ficaram assim, com as testas coladas, respirando um ao outro enquanto o carro os levava através da reluzente noite da cidade.
***
O carro parou suavemente em frente ao Wyndham Heights, a torre brilhando contra o céu noturno como uma joia escura. O porteiro adiantou-se imediatamente, curvando-se ao abrir a porta traseira.
Aurelian saiu, o paletó do smoking ligeiramente desalinhado, a gravata borboleta solta, o colarinho da camisa aberto e o cabelo bagunçado pelos dedos de Mercy. Ele não se importava, seus olhos não saíam dela enquanto ele oferecia a mão.
Mercy desceu, seu vestido champagne-dourado cintilando, a fenda longa abrindo-se a cada movimento, as costas nuas expondo sua pele lisa. Seu cabelo estava despenteado, os lábios inchados pela viagem no carro. Ela pegou a mão dele, os dedos entrelaçando-se com força.
Eles caminharam pelo saguão sem olhar para ninguém. Os seguranças se curvaram. O concierge abriu a boca para saudá-los. Aurelian não diminuiu o passo. Seu único foco era Mercy, que caminhava ao seu lado segurando a mão ele. A pulsação estava acelerada sob seu polegar.
Sussurros os seguiam. Olhos se arregalaram. Celulares foram posicionados discretamente. Kendrick apareceu lateralmente, sua voz baixa e ríspida:
— Olhos para baixo. Sem filmagens.
As portas do elevador privativo abriram e eles entraram. No momento em que as portas se fecharam, o ar entrou em ignição.
Aurelian girou Mercy contra a parede espelhada. Suas mãos nos quadris dela, a boca colidindo com a dela. Este beijo era diferente: desta vez, mais faminto e mais controlado.
Ele segurou o rosto dela com as duas palmas, inclinando a cabeça dela exatamente como queria, a língua explorando profunda e lentamente, reivindicando cada canto da boca dela. Mercy gemeu de um jeito suave e carente, as mãos agarrando as lapelas dele.
Ele interrompeu o beijo apenas para falar contra os lábios dela, a voz baixa e perigosa.
— Você não sabe o que fez esta noite, Mercy. — O polegar dele traçou o lábio inferior dela.
— Você acabou de libertar a fera.

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