Elsie chorou. “Yunice, pare de ser tão teimosa. Ele só está tentando te ajudar.”
Owen retrucou. “Você sempre finge ser forte, mas isso é pura fachada! Você é igual àqueles cachorros que só são valentões atrás do portão. Se você teve coragem de morder alguém, por que não mordeu Wyatt quando ele te bateu?”
O rapaz estava convencido de que Wyatt havia perdido a paciência com Yunice e, agora, estava decidido a arrastá-la de volta para a família Saunders.
“Levante-se. Você vem para casa comigo.” Ele a agarrou pelo braço, tentando tirá-la da cama.
Yunice gritou e lutou para tentar afastá-lo. “Fique longe de mim!”
“Elsie, me ajude a amarrá-la”, Owen disse enquanto a pressionava contra a cama. “Você perdeu completamente o controle. Precisa voltar para a ala psiquiátrica. Depois que aprender a se comportar, poderá voltar.”
“Certo!”
Elsie correu, pegou o tubo intravenoso e começou a enrolá-lo nos pulsos de Yunice.
Os dois estavam, na verdade, tentando contê-la e mandá-la de volta para um hospital psiquiátrico.
“Mas o que diabos vocês pensam que estão fazendo?” De repente, uma voz interrompeu o caos que estava sucedendo.
No momento em que Owen a ouviu, congelou.
Ele se virou e viu Carl e Oscar parados na porta.
Droga!
Owen se moveu para o lado, revelando Yunice atrás dele.
Seu cabelo estava uma bagunça, e seus pulsos estavam completamente amarrados com tubos intravenosos. Ela havia caído de joelhos, e seu vestido estava desgrenhado pela luta.
Seus olhos estavam vermelhos pela tamanha humilhação, mas ela se recusou a derramar uma só lágrima.
Essa visão fez Oscar surtar.
“Argh!”
Ele soltou um grito furioso, avançou e agarrou Owen pelo colarinho, e o jogou no chão.
Elsie nem teve tempo de reagir antes de Oscar se virar e chutá-la com força, jogando-a no chão.
Tum!
Então, o homem arrancou o próprio casaco e o colocou delicadamente sobre os ombros de Yunice.
Após isso, Oscar se ajoelhou e começou a desamarrar os tubos intravenosos que estavam nos pulsos dela.
Estava tão apertado que havia afundado em sua pele.
Yunice o encarou em silêncio, com a garganta apertada.
Pelo menos alguém ainda me defende.
Owen explodiu. “Você é louca? Ele te espancou tanto que você veio parar aqui e ainda assim o defende? Por acaso acha que é o grande amor da vida dele ou algo do tipo? Um dia desses, esse cara vai te espancar até a morte e ninguém da sua família vai saber!”
Yunice o encarou. “Então, você trouxe a Elsie aqui para me proteger?”
“O que você acha?”
Owen se virou para os outros e começou a reclamar novamente. “Viram? É assim que essa garota nos agradece! Ela mordeu a Elsie sem motivo, nem tentou se explicar!”
Ele puxou a irmã para frente, apresentando-a como prova. “Reparem bem! Isso parece algo que uma pessoa sã faria com alguém que se importa com ela?”
Elsie deixou o robe escorregar levemente, revelando a mordida em seu ombro pálido, uma marca profunda, arroxeada.
Claramente, aquilo não parecia uma mordidinha leve.
Oscar levantou abruptamente, posicionando-se de forma protetora diante de Yunice.
Elsie lançou um olhar triste, cheio de um apelo silencioso para Carl.
Ela sabia que o homem nunca gostou dela. Mas se esse ferimento pudesse conquistar sua compaixão, talvez o mesmo finalmente mudasse de opinião.
Porém, isso não funcionou…
Carl franziu a testa e respondeu friamente: “Se você sabe que não é bem-vinda, por que veio até aqui para ficar perto de uma pessoa que está doente? Você mereceu ser mordida.”

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