Mais uma semana se passou e Yunice recebeu uma cliente conhecida.
Era Taylor.
Ela parecia ainda mais magra do que antes, com alguns traços de exaustão no rosto.
Um casamento imperfeito esgotava o espírito de uma pessoa, e a família Powell era um ninho de víboras para começar.
Taylor estava sendo desgastada por problemas insignificantes sem fim. Vê-la assim fez o coração de Yunice doer.
Então, ela prescreveu uma receita para aumentar a sua energia e a deixou cozinhar em uma panela de barro.
Taylor sentou-se ao lado e explicou por que tinha vindo.
Ela disse que seu pai estava doente, apresentando alguns sintomas de resfriado, sentindo-se fraco e com dores nas articulações.
Parecia ter sido causado por um choque térmico.
Mas o Sr. Gerardo estava ocupado com o trabalho e tinha viajado para o exterior recentemente, então ele não pôde comparecer pessoalmente à consulta.
Taylor esperava que Yunice pudesse prescrever algum medicamento que ela pudesse pedir para uma assistente entregar a ele.
“Bem, os sintomas descritos por telefone podem não ser precisos. O Sr. Gerardo tem tempo para uma videochamada? Gostaria de ver o rosto dele.”
“Vou tentar entrar em contato com o meu pai, então.”
Taylor tentou ligar, mas, devido ao fuso horário, o Sr. Gerardo não atendeu.
Para não desperdiçar a viagem, Yunice receitou um remédio para aliviar os sintomas por enquanto. Se não funcionasse, elas pensariam em outro plano.
Taylor tomou o remédio que havia ficado pronto, mas não foi embora imediatamente. Parecia querer dizer algo, mas se levantou sem falar nada.
Ela saiu rapidamente da clínica e entrou no carro.
No banco do motorista, Alan se virou e disse: “Senhora.”
Taylor franziu a testa profundamente, com o rosto cheio de frustração.
O resfriado leve do pai não justificava a sua ida até a clínica. Na verdade, ela tinha outro motivo para vir.
Apesar de estar casada com Paul há vários meses, tanto Jensen, quanto Linda a vinham questionando sobre seu relacionamento conjugal.
Normalmente, Taylor os teria ignorado, mas Linda tinha ido longe demais.
Da última vez, enquanto Paul estava em casa, a mulher havia secretamente drogado a água de Taylor, tentando forçá-la a seduzi-lo.
Se Alan não tivesse percebido que algo estava errado e a levado às pressas para o hospital, as coisas poderiam ter terminado muito mal.
Mesmo após tudo isso, Paul ainda a humilhou por conta dessa situação, e o homem mais velho da família aproveitou a oportunidade para causar problemas ao motorista.
Taylor havia se casado com um Powell para construir sua carreira, não para se envolver em uma briga doméstica brutal.
Ela queria ser uma mulher forte e independente, mas aqueles parasitas estavam determinados a derrubá-la e sugá-la até a morte.
Isso a enfurecia.
Naquele momento, Taylor queria confiar na Dra. Rylie e ver se havia alguma maneira de se manter alerta e imune às drogas que tentavam usar contra ela.
Mas, mesmo quando as palavras estavam em seus lábios, ela ainda não conseguia se obrigar a dizê-las.
Graças aos céus! A Dra. Rylie percebeu tudo!
É isso o que devo fazer!
“Certo. Obrigada, doutora!”
Depois que o carro de Taylor partiu, Yunice voltou para sua clínica como se nada tivesse acontecido.
Mas ela mal havia se sentado quando um novo paciente chegou.
“Onde está a médica? Quem é a médica aqui?”, alguém gritou, quase carregando outro homem para dentro.
Yunice se virou e viu dois rapazes de terno.
O que carregava o outro parecia mais um supervisor de construção, enquanto o que estava sendo carregado tinha uma perna levantada desajeitadamente, com sangue escorrendo pela calça.
Ela se aproximou rapidamente. “Eu sou a médica.”
Assim que ela falou, o homem ferido levantou abruptamente a cabeça para olhá-la.
Yunice congelou por um instante.
Era Paul.
Droga!
Paul pareceu reconhecer aquela voz, afinal, Yunice não havia disfarçado.
Ele a encarou e começou a examiná-la.
Mas Yunice rapidamente se recompôs e caminhou até os dois sem hesitar, dobrando a perna da calça de Paul enquanto perguntava: “Como isso aconteceu?”

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