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A Filha Invisível romance Capítulo 413

Wyatt, que ainda a segurava com força, sentiu os braços dela permanecerem presos ao seu redor. Pensando que Yunice ainda estava em dúvida, ele gentilmente ofereceu: “Quer buscar agora?”

A mulher olhou para cima, agradecida, e deu um beijo suave em seu pescoço.

A respiração do rapaz ficou presa.

Então, Wyatt lhe deu um leve tapinha nas costas. “Laurie está esperando. Vá.”

Ele sabia que, se demorassem muito, Owen poderia não sobreviver, e isso assombraria Yunice.

“Certo, muito obrigada!”

Ela assentiu e foi para o laboratório.

Dentro da Wellinges Pharma, Laurie a examinou através do traje de proteção, com alívio evidente. “Você provavelmente já passou do período de incubação, então poderá evitar a infecção.”

Yunice sempre foi meticulosa com sua proteção.

Se fosse para alguém sobreviver, faria sentido que fosse ela.

Laurie a conduziu pelos corredores do centro de pesquisa, passando pelas máquinas, pelas paredes brancas e pelo terror silencioso e zumbidor.

Então, as duas pararam em uma sala. Lá dentro, uma única paciente jazia isolada.

Era Elsie.

Tubos atravessavam seus membros, monitores apitavam constantemente enquanto a mesma permanecia inconsciente em uma cama sob rigorosa observação.

Não havia mais dignidade em seu estado. Mas aquilo não foi causado pela crueldade do laboratório. Era apenas a consequência do que a doença fazia.

Se Owen não tivesse trocado de lugar com ela, a mesma não teria durado tanto tempo no Hospital Saunders.

Yunice permaneceu perto do vidro, impassível. Então, de repente, ergueu o celular e tirou várias fotos.

Confusa, Laurie perguntou: “O que você está fazendo?”

“Gatilhos psicológicos podem ativar o instinto de sobrevivência de um paciente”, ela respondeu calmamente.

Se Owen visse Elsie daquele jeito, quais eram as chances de ele encontrar a vontade de viver?

De lá, Laurie a levou para outra sala e lhe entregou uma caixa lacrada.

“Já testamos esse antígeno na Elsie. Funciona, mas é neurotóxico. Ataca o sistema nervoso.”

“E quais são os efeitos colaterais que isso causará?”, Yunice perguntou, franzindo a testa.

A mulher balançou a cabeça. “Ainda não tivemos tempo suficiente para avaliar. Os sintomas não apareceram completamente. Não posso garantir o que fará a longo prazo, nem se o dano será reversível. Por enquanto, teremos que aguardar para ter alguma certeza.”

Yunice pegou a caixa sem pensar duas vezes.

“Bom, não importa. Vamos salvá-los agora. Todo o resto pode esperar.”

Ao se virar para ir embora, Laurie a chamou. “Você precisa ter cuidado. Pulamos o procedimento padrão. Se os dois sobreviverem… podem se voltar contra você.”

Yunice zombou. “Se voltar contra mim? Com quais provas? Quem poderá afirmar que a Elsie já esteve na Wellinges Pharma?”

Owen poderia sequer admitir seu próprio papel em tudo isso?

O rapaz olhou ao redor, procurando por alguém.

“Onde está a Elsie? Vasculhei os registros de pacientes e também dos óbitos. Ela não está listada em nenhum deles.”

Paul havia encontrado Yunice porque ela era a única da família registrada no hospital.

“Você veio para a zona de isolamento só para procurar a Elsie?” Yunice estreitou os olhos.

Não é possível!

Eu não fiz esse idiota ver quem ela realmente é? Ele já não descobriu todas as suas mentiras? Por que esse imbecil continua tão obcecado?

Paul não respondeu, mas seus olhos não desgrudaram de Yunice.

“A Elsie…”

E então, como se tivesse sido convocado por aquele nome, Owen se mexeu. Seus olhos se abriram, embaçados, e suas pálpebras estavam pesadas.

“A Elsie… está doente também?”

O rapaz já devia ter adivinhado, mas ainda queria que Yunice dissesse em voz alta.

Porém, ela não respondeu.

Então, Owen virou a cabeça lentamente, avistando a figura do outro lado do quarto. Seus olhos lutaram para focar, e assim que o fizeram, se arregalaram em reconhecimento.

“Paul?”, ele sussurrou e tentou se sentar. “A Elsie… te mandou vir aqui? Você veio para me levar até ela?”

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