Nenhum dos dois respondeu aos apelos fracos e delirantes de Owen.
Paul não sabia onde Elsie estava.
E Yunice? Ela achou quase lamentável como o irmão ainda se agarrava à esperança de que aquela megera o salvasse.
Mesmo agora… esse idiota ainda acha que aquela víbora viria até aqui para vê-lo.
É inacreditável. Realmente inacreditável!
Sem dizer uma palavra, Yunice cutucou sutilmente o kit de antígeno debaixo da cama de Owen com o pé.
Então, ela se endireitou e disse a Paul: “Já que você tem algo a dizer, vamos conversar lá fora.”
Quando ambos se viraram para sair, Owen tentou se debater.
“Paul… espere! Não vá… ainda tenho coisas para perguntar!”
Apesar da tentativa, seu corpo tinha acabado de passar por uma cirurgia, e seus membros estavam imobilizados, impedindo-o de fazer esse tipo de movimento.
Owen não conseguia nem se sentar.
Do lado de fora do quarto, em um ponto cego das câmeras, Paul finalmente falou: “Não vim pela Elsie. Na verdade, vim para te encontrar.”
Yunice estreitou os olhos, em guarda.
O rapaz a encarou. “Acha mesmo que eu arriscaria entrar numa zona de infecção isolada para fazer uma visita casual?”
Ela continuou parada, sem responder uma só palavra.
Seu desprezo irradiava através da viseira transparente. O silêncio demonstrava exatamente o que Yunice estava pensando.
Então, Paul se aproximou.
“Acredite ou não, quando cancelei nosso noivado, eu estava simplesmente furioso. Não achei que você fosse se casar com o Wyatt. Mas eu nunca desisti. Eu ainda te quero e não vou desistir!”
Ao ouvir aquilo, a expressão de Yunice se contraiu.
Idiota! Se não fosse pelo traje de proteção, eu teria lhe dado um tapa na cara!
Como não podia agir com as próprias mãos, ela apenas zombou: “Você é como um sapo agachado aos pés de alguém. Nojento, não perigoso, mas o suficiente para deixar alguém doente.”
Os olhos de Paul se estreitaram.
“Você acha que sou fraco? Que o Wyatt é melhor que eu? Se acha isso, saiba que está completamente enganada!”
Sua voz baixou para um sussurro presunçoso. “Quer saber por que o Sr. Gerardo foi infectado? Por que o seu Hospital Saunders foi atingido?”
Paul nem hesitou em se expor. Afinal, a verdade estava começando a vazar de qualquer maneira.
O olhar de Yunice escureceu e sua respiração tornou-se ofegante.
Seu d*sgraçado!
O Sr. Gerardo morreu inocente e Taylor perdeu tudo. Saber a profundidade daquilo a deixou furiosa.
Mas Yunice manteve a calma. “Então, sua definição de poder é… matar pessoas por dinheiro?”
Paul sorriu. “Quando eu terminar com a Taylor, virei atrás de você. Não me importa o que você quer. Vou te trancar em uma gaiola se for preciso. Você será minha!”
Yunice olhou para as costas de Tommy, ele ainda estava ocupado consertando.
Se Paul ia ser o seu bode expiatório, era melhor ela se aproveitar bem dele.
E agora era a hora certa para agir.
Yunice se ajoelhou rapidamente, arrastando a caixa de remédios que estava debaixo da cama. Ela preparou a seringa que já havia sido colocada.
Após dar um último olhar e ver que Tommy continuava de costas, ela se inclinou sobre Owen e injetou o antígeno em seu cateter intravenoso.
Pronto!
Yunice limpou a cena rapidamente, colocando tudo de volta na maleta e empurrando-a de volta para debaixo da cama.
Assim que ela se levantou, Tommy pulou do banco. “Que estranho… não há problemas com a fiação.”
“Talvez ele tenha usado um bloqueador de sinal”, disse Yunice casualmente. “Deveríamos verificar o sistema central.”
“Tem razão. Boa ideia!”
Ao saírem, uma equipe médica entrou para verificar o estado de Owen após a cirurgia.
Com toda aquela confusão no hospital, Tommy e Yunice eram as únicas testemunhas do ocorrido, então os dois foram convidados a ficar para um interrogatório.
“Desculpe, não sei quem era aquele homem. Ele já estava no quarto do meu irmão quando cheguei.”
“Com licença”, um médico se aproximou de repente. Ele se agachou ao lado da cama, tirando algo debaixo dela. “Encontramos uma caixa vazia e uma seringa usada. O que é isto?”

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