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A Guerreira Virou Imperatriz: Vinganças e Intrigas romance Capítulo 51

Diante da fúria do Imperador, Íris curvou os lábios num sorriso de autoironia.

— Sou ousada? Imperador, depois que fui sequestrada e resgatada, embora tenha preservado minha pureza, ninguém acreditou em mim. Todos à minha volta me aconselhavam a ficar calada, a não responder aos rumores nem às acusações, a esperar a poeira baixar, a esperar que as pessoas esquecessem. Mas a realidade não é assim. Todos os dias, vivo imersa no medo e na dor. Passei até a duvidar da minha própria inocência. Não sei mais como definir a “pureza” de uma mulher. Não entendo por que, sendo vítima de um sequestro e de uma injustiça armada para manchar minha reputação, fui transformada na culpada da história, na libertina da boca dos outros! Se eu não fosse ousada, já teria morrido sufocada pelas calúnias. Como teria tido coragem de vestir a coroa e os trajes nupciais para entrar neste palácio? Se eu não fosse ousada, como teria coragem de pedir que Vossa Majestade investigasse a verdade? Sim, sou ousada! E por isso, peço que Vossa Majestade me destitua do título de Imperatriz! E mais uma vez, tenho a ousadia de pedir que Vossa Majestade torne público toda a verdade, para que todos saibam que fui caluniada!

Mateus se deixou tocar por algumas palavras, aquilo lhe lembrava de sua mãe.

Mas logo seu coração voltou a se endurecer. Nunca havia visto uma mulher com tamanha audácia.

Não, havia outra... Aquela assassina que invadiu o palácio.

Essa era a única semelhança entre elas: nenhuma temia a morte.

Seus olhos se estreitaram, liberando um brilho perigoso. Ele falou:

— Você não quer que eu te destitua, só quer me forçar a punir a Consorte Imperial.

Afinal, ele era o Imperador, como não veria através das intenções de alguém?

Íris não negou:

— Salomão apenas cumpria ordens. O verdadeiro mandante, Vossa Majestade com certeza sabe quem é.

Mateus não respondeu, apenas a soltou.

Ela prosseguiu:

— Os criadores de rumores que capturamos antes eram do Palácio Calistela. Agora, o Salomão, que comandou os bandidos que me sequestraram, também é do Palácio Calistela. Isso seria apenas coincidência?

Ela praticamente deixava claro que a verdadeira culpada era a Consorte Imperial.

Mateus a encarou com frieza, dizendo:

— São apenas suposições suas, sem provas concretas.

Íris devolveu a pergunta:

— Se Vossa Majestade acredita tanto na inocência da Consorte Imperial, por que se recusa a continuar interrogando Salomão?

— Não cabe a você me questionar!

Ela insistiu:

— É verdade que agora não tenho provas materiais de que foi a Consorte quem orquestrou tudo. Mas ao longo desses anos, quantos crimes ela já cometeu? No dia do nosso casamento, ela mandou alguém me humilhar em público, questionando minha pureza. Se eu não tivesse ameaçado tirar a própria vida, o nome da família Castelo já teria sido destruído! A atitude de Vossa Majestade é o mesmo que um homem comum favorecer a concubina e prejudicar a esposa legítima, isso é crime. O harém já está em total desordem. Se o Imperador está decidido a proteger a Consorte Imperial, então eu peço que me rebaixe de posição voluntariamente! Não mereço mais ser a Imperatriz. Peço que escolha alguém mais adequada para o posto!

Tendo dito isso, ela levantou a barra da roupa, se ajoelhou e mostrou que estava decidida.

Mateus, impassível diante da tentativa de chantagem, respondeu com frieza:

— Então fique ajoelhada. Vamos ver até quando aguenta!

Dito isso, ele se virou e saiu, sacudindo a manga do manto. Mas ouviu, logo atrás:

— Se ajoelhar não basta, então eu vou jejuar. E se jejuar não for suficiente... Vou tirar a própria vida. Ah, e mais uma coisa que esqueci de mencionar, três dos bandidos não foram capturados, fugiram durante o transporte... E ainda levaram consigo uma boa quantia de dinheiro, o Imperador deve saber o que vai acontecer.

A expressão de Mateus ficou sombria. Ele se virou com os olhos frios como gelo, cheios de fúria assassina.

— Você escondeu três deles de propósito, e ainda deu dinheiro para eles!

Aquela arma que ela tanto usava para ameaçar a Imperatriz, agora já não servia mais.

— Gostava muito da força com que Salomão massageava minhas pernas. Uma pena.

Perder uma lâmina tão afiada nunca era uma coisa boa. Além disso, Salomão havia acompanhado Felícia por muitos anos, ele sabia de coisas demais a respeito dela.

Vera, com a cabeça baixa, disse respeitosamente:

— Consorte Imperial, ainda bem que o Imperador não quis investigar mais.

— Ele certamente sabe que fui eu quem mandou Salomão.

— Mas Consorte Imperial, mesmo assim o Imperador escolheu proteger a senhora! Isso mostra que sua posição é inabalável!

Felícia, no entanto, parecia um pouco distante.

De repente, ouviram um grito vindo de fora:

— Chegou o decreto imperial!

Felícia se levantou devagar. Vera sorriu, sussurrando:

— Consorte Imperial, deve ser uma recompensa do Imperador.

Antes, diante da Imperatriz-Mãe e da Imperatriz, ele teve que puni-la. Mas agora veio compensar em segredo.

Sempre foi assim. Quando Felícia entrou no palácio e desagradou a Imperatriz-Mãe, o Imperador a puniu em público, mas a recompensou em privado.

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