— Estou enlouquecendo, Alden. Preciso vê-la… — Kris rosnou, andando de um lado para o outro em seu escritório.
Na noite anterior, depois de sair da Mansão Miller, ele havia desejado ir direto até Thalassa para reafirmar sua inocência, porém Alden o dissuadira, dizendo que era preciso dar um tempo para que Thalassa refletisse e, só então, eles pudessem ter uma conversa calma.
E naquele dia, Alden repetia a mesma coisa.
— Quanto tempo vai levar? — Kris murmurou, com a frustração transbordando. — Ela já deve ter refletido o suficiente e, certamente, vai estar disposta a ouvir a razão agora… — Com um aceno decidido, acrescentou: — Vou vê-la! Não posso esperar mais…
Quase saindo, Kris foi interrompido por uma batida na porta. Ao abrir, encontrou Millie esperando por ele.
— Está atrasada… — Disse ele, com a voz carregada de ironia.
— Desculpe. — Millie respondeu, entrando. — Eu precisei ver Thalassa depois de ouvir o que aconteceu.
Os ouvidos de Kris se aguçaram quando fechou a porta atrás dela.
— E do que vocês falaram?
— Ela me disse que acredita que foi você quem pagou a modelo para destruir os vestidos. — Com a voz objetiva, Millie revelou.
Kris cerrou a mandíbula, com a frustração misturando-se à decepção.
No fim, Alden tinha razão: uma única noite não era suficiente para Thalassa enxergar a verdade.
— Espero que tenha tentado fazê-la perceber o quão absurda é essa acusação…
— Não, eu não tentei. — Millie admitiu, fitando-o sem desviar os olhos.
Kris, por sua vez, lançou-lhe um olhar carregado, deixando evidente sua insatisfação.
— Millie, por que não…
— Porque, ao te defender, eu sempre acabo magoando a Thalassa, e isso não é justo comigo. — Ela o interrompeu, firme. — Ela é minha amiga, e não fica bem que, quase sempre que a encontro, eu esteja defendendo o homem que a fez sofrer tanto.
As narinas de Kris inflaram.
— Eu não…
— Clark. — Millie revelou.
No mesmo instante, Kris socou a parede com força, soltando um som primal que fez Millie se sobressaltar.
— Foi ele. Claro que foi ele! Aquele desgraçado!
Seus olhos arderam em fúria, e seus punhos se cerraram como se Clark estivesse ali diante dele, pronto para ser esmurrado.
— Kris, não tire conclusões precipitadas. — Alden advertiu, erguendo as mãos. — Já há suspeitos demais: primeiro sua mãe, depois a Karen, agora o Clark Morgan?
— Não, foi ele… — Kris insistiu, com a voz baixa e ameaçadora. — A modelo realmente acreditou que as câmeras estavam todas desligadas, e foi assim que caiu na armadilha sem perceber. Só que quem a enviou queria exatamente isso: que fosse flagrada, para colocar a culpa em mim. E agora me dizem que aquele bastardo sugeriu a Thalassa instalar uma câmera separada? Ele falou porque já tinha plena consciência do que aconteceria... Foi ele quem planejou tudo!
— Mas ele está apaixonado pela Thalassa… — Alden retrucou, ainda tentando encontrar lógica. — Por que sabotaria o trabalho dela e a impediria de vencer a competição?
Um sorriso gélido curvou os lábios de Kris.
— O objetivo é fazê-la me odiar. O sofrimento dela, neste momento, não significa nada para ele, contanto que consiga mantê-la distante de mim e garanti-la só para ele depois…

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