Karen percorria a sala de um lado para o outro como um furacão preso dentro de um copo d'água, com os braços cruzados com força sobre o peito e os olhares fulminantes direcionados ao advogado de sua mãe, que permanecia sentado com calma ao lado da pasta, apenas aguardando.
— Eu não estou entendendo. — Disparou Karen. — Você já está aqui, então por que ainda não começou a ler o testamento? Na verdade, por que a gente precisa ler isso? Eu sou a única filha dela, e tenho certeza de que ela deixou tudo pra mim.
O Sr. Sawyer ajustou os óculos com tranquilidade.
— Srta. Blade, peço apenas um pouco de paciência. Falta uma pessoa para que possamos iniciar.
Karen franziu o nariz e inclinou a cabeça, visivelmente irritada.
— Do que está falando? Quem mais poderia precisar estar aqui?
Como se fosse resposta à pergunta, a campainha ecoou pela casa, e os lábios de Karen se estreitaram com ainda mais impaciência.
— Eu atendo. — Murmurou Bridget, apressando-se até a porta. Alguns segundos depois, o som de saltos se misturou a uma voz profunda e familiar, fazendo Karen congelar.
Ele entrou primeiro, com a mão apoiada nas costas de Thalassa de maneira protetora, enquanto ela o acompanhava, serena e distante, observando a sala com um olhar tranquilo.
Ao se virar, Karen abriu as narinas, com o rosto marcado pela fúria.
— O que diabos é isso? — Sibilou, encarando o advogado antes de apontar o dedo acusador para Thalassa. — O que ela está fazendo aqui? Não tem nenhum motivo para ela estar aqui!
O Sr. Sawyer ergueu uma mão num gesto apaziguador.
— Srta. Blade, por favor, acalme-se. Sua mãe deixou instruções claras no testamento, exigindo a presença da Srta. Thompson durante a leitura.
A voz de Karen subiu em um tom cortante e quase estridente.
— Isso é absurdo! Por que minha mãe se importaria com a presença dela?
Ignorando completamente o surto de Karen, o Sr. Sawyer fez um gesto para Thalassa.
— Srta. Thompson, por favor, sente-se.
Thalassa dirigiu a Karen um olhar firme e impassível, atravessou o espaço em silêncio e sentou-se no sofá, ignorando o veneno contido no olhar que a seguia.
Karen, por sua vez, tremeu de raiva, mantendo os punhos fechados.
— Isso só pode ser uma piada.
Bridget se remexeu no lugar, desconfortável.
— Acho que vou indo, já que vocês vão começar a ler o testamen…
— Na verdade. — Interrompeu o Sr. Sawyer antes que ela pudesse se afastar. — Sua presença também é necessária, Srta. Bridget.
Bridget parou, confusa, e piscou algumas vezes.
— A minha presença?
O Sr. Sawyer assentiu.


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