Kris estava tão transtornado que, ao cerrar os punhos com força, fazia as veias do pescoço saltarem de forma evidente.
— Mano... Kris, eu só estava colocando essa vadia no lugar…
— Cale a boca, Susan. — Sibilou Kris, lançando um olhar fulminante à irmã. — É verdade? Tudo o que você acabou de dizer?
Naquele momento, ele se sentia dividido. "Era assim mesmo que sua família havia tratado Thalassa três anos atrás?" Sabia que eles não gostavam dela, especialmente sua mãe, mas... Tinha sido tão ruim assim?
— Kris, ela atacou a mamãe no escritório do organizador. Olha o que ela fez! — Disse Susan, puxando a mão da mãe para exibir as marcas vermelhas no pulso.
— Só responda à minha pergunta. — Rosnou Kris, visto que a raiva e a ansiedade por uma resposta acabavam se sobrepondo à preocupação com a mãe.
No entanto, Susan não disse nada. Quem respondeu foi Thalassa.
— Por que está tão surpreso com o que acabou de ouvir, Kris? Como esperava que me tratassem, se você mesmo nunca me tratou com respeito?
Logo, Thalassa bufou, voltando-se para Susan.
— E você? Achou que ia conseguir o quê com tudo isso? Pensou mesmo que eu me sentiria humilhada se as pessoas soubessem como você e sua família me trataram? Só serviu para provar o quão desprezíveis vocês são.
Nesse exato instante, murmúrios de concordância começaram a ecoar entre os convidados.
— Que falta de classe. — Comentou alguém.
— Dinheiro realmente não compra elegância. — Concordou outro.
Ao ouvir aquilo, Susan ficou furiosa.
— Ela é quem não tem classe! Não importa quantos homens ela use para vender o corpo, nunca vai se igualar à nossa família. A fortuna dela jamais vai apagar a imundície.
— Eu disse para calar a boca, Susan. — Rosnou Kris, ainda mais irritado. — Peça desculpas a ela. Agora!
Com isso, o horror tomou conta do rosto de Susan.
— O quê? Nunca! Como pode me pedir para pedir desculpas a essa vadia?
Ela tentou se afastar, mas Kris a segurou com força pelo braço.
— Eu disse: peça desculpas.
Karen sentiu o peito apertar ao ver Kris defender Thalassa com tanta intensidade.
— Kris, como pode defendê-la tanto depois de tudo o que ela fez com a sua família? Depois de trair você e te humilhar? A Susan acabou de te contar que ela atacou sua mãe, e mesmo assim tudo o que te importa é forçar sua irmã a pedir desculpas?
— O que você quer, Kris? — Perguntou Thalassa, exausta com tudo aquilo.
— Quero conversar sobre o que minha irmã disse. — Respondeu Kris, mantendo certa distância, já que Zeke ainda se posicionava entre eles. — Eu nunca imaginei que minha família tivesse te tratado daquela maneira.
— Nunca imaginou? — Thalassa soltou uma risada amarga. — Eu te contei várias vezes no início do nosso casamento, Kris, mas você me chamou de mentirosa na minha cara até que eu me cansei e resolvi suportar tudo em silêncio, como uma cachorrinha obediente.
Diante da afirmativa, o peito de Kris se apertou. Então, lembrou que ela realmente havia contado, mas ele não acreditara, afinal, como poderia duvidar da própria família por causa de uma mulher que o traiu na véspera do casamento?
Além disso, sua família nunca a tratava assim na frente dele. Como ele poderia saber?
— Se eu soubesse que era verdade, teria impedido que fizessem aquilo com você. — Disse ele, sinceramente.
— Teria mesmo? — O rosto de Thalassa se endureceu. — Teria impedido, mesmo sendo você quem me tratava como se eu não fosse digna de ser sua esposa? Eles me trataram daquela forma por sua causa. Porque você nunca me respeitou diante deles. Então não venha com esse arrependimento mal colocado. Arrepender-se do quê, afinal, se você me odeia tanto?
Com isso, ela se virou e voltou a andar. Zeke a seguiu logo atrás.
Eles se dirigiram a um carro branco elegante, e Zeke abriu a porta do passageiro para ela antes de tomar seu lugar ao volante.
Kris observou enquanto o veículo se afastava, sentindo que estava perdendo o controle.
Thalassa tinha razão. Ele a odiava... "Então por que será que aquilo doía tanto?"

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