— Vai fazer ela ser sua? — Rosnou Kris. — A Thalassa não é um objeto que se possui. Ela faz as próprias escolhas.
Clark o encarou.
— É claro que eu sei disso. Mas não finge que não entendeu o que eu quis dizer. Só quero conquistá-la.
— Claro. Boa sorte. — Disse Kris, com sarcasmo.
Logo, Clark se inclinou em sua direção.
— Vamos lá, por que não me ajuda? Da primeira vez, você teve mais sorte que eu. Então me diz, o que devo fazer para ganhar o coração dela? Do que ela gosta? O que a deixa de joelhos?
Alden, que bebia um gole de uísque, quase engasgou ao ver o olhar assassino que Kris lançou para Clark.
No entanto, quando Kris não respondeu após alguns segundos, Clark apenas deu de ombros.
— Mesmo que você não me ajude, eu vou encontrar um jeito de conquistá-la sozinho.
— Cara, calma, né? — Disse Alden, incomodado com o tom possessivo do homem. — Você acabou de ver ela depois de anos e nem trocou uma palavra ainda.
Clark suspirou.
— A verdade é que nunca parei de pensar nela, mas me afastei porque achava que ela e o Kris estavam felizes juntos. Agora que sei que não é o caso, não vou desperdiçar a oportunidade.
–
Assim que Thalassa e Luisa entraram, todos os olhares recaíram sobre elas, e ambas sentiram.
— Estão olhando, amiga. — Murmurou Luisa, animada.
Não que ela fosse novata no olhar masculino, mas, durante o relacionamento com Victor, toda vez que algum homem a olhava, a culpa acabava sendo dela, já que ele a diminuía e a fazia se sentir tão mal que ela passou a detestar qualquer tipo de atenção. Por isso, convencera-se de que o amor e o afeto de Victor bastavam, ainda que fosse constantemente ignorada por ele.
Naquele momento, porém, estava decidida a mudar, pois havia se cansado de viver segundo as vontades dele e permitiria, dali em diante, que se sentisse desejada.
Luisa ainda observava o ambiente, desfrutando dos olhares, quando seus olhos pousaram sobre a mesa onde Kris e os amigos estavam.
— Ah, só pode ser brincadeira. — Resmungou.
— Por quê? O que houve? — Perguntou Thalassa, seguindo o olhar da amiga. Contudo, ela enrijeceu quando seus olhos encontraram os de Kris.
— De todos os clubes de Baltimore, ele tinha que estar logo aqui? — Luisa virou-se para Thalassa, irritada. — Se quiser, a gente pode ir embora, Lassa. Vamos para outro lugar...
— Não, a gente não vai a lugar nenhum. — Cortou Thalassa. — A minha vida não vai mais ser definida pela presença de ninguém.
Dizendo isso, ela desfilou até uma mesa vazia, enquanto Luisa a seguia logo atrás. Embora sentisse o olhar de Kris acompanhando cada passo, manteve os olhos firmes à frente e evitou, a todo custo, lançar um único olhar para ele.
Ao mesmo tempo, Luisa percebia os olhos de Alden sobre si e não conseguia deixar de se lembrar de como ele havia se insinuado no escritório, além da forma grosseira como ela o rejeitara.
— Não, obrigada. — Respondeu Luisa prontamente.
Contudo, o homem fixou os olhos em Thalassa.
— Recusou minhas bebidas…
— Não me lembro de estar segurando uma placa escrita "quero drinks grátis" — Rebateu ela.
Ao invés de se ofender, ele sorriu com diversão.
— Você realmente não me reconhece? Eu devia me sentir insultado, porque te reconheci na hora.
Com isso, Thalassa finalmente se permitiu observá-lo com mais atenção. Então, a ficha caiu.
— Clark.
— Até que enfim! — Exclamou Clark, erguendo o punho no ar e se jogando na cadeira ao lado de Thalassa sem sequer esperar permissão.
— Estou tão feliz em te ver de novo depois de tanto tempo, Lassa. — Comentou, surpreendendo-a ao puxá-la para um abraço repentino.
Diante do gesto inesperado, Thalassa ficou rígida e, sem pensar, virou-se ligeiramente para lançar um olhar por sobre o ombro em direção à mesa de Kris. Foi então que prendeu a respiração ao perceber o olhar tempestuoso dele, tão intenso que, se fosse capaz de matar, Clark já estaria morto.

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