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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 115

(Ponto de Vista de Kennedy)

Era engraçado ver como eles ficavam sem saber o que dizer só porque o Alfa estava ali. Eu sabia que ele ajudava no treinamento deles de vez em quando, mas talvez não fosse tão presente quanto eu imaginava…

Suspirei, levantei e me virei para voltar para dentro. Eu estava começando a sentir frio, mesmo com o calor do corpo do Alfa bem ao meu lado. E nem fazia ideia do motivo dele estar ali, mas estava claro que a parte lobo dele gostava mais de mim do que a parte humana. Talvez o Alfa tivesse assumido o controle e trazido ele até aqui…

Enquanto caminhava, consegui sentir todos eles me seguindo. Alfa, Bennet e os outros quatro guerreiros. Era como ter um bando de perseguidores péssimos na parte de agir discretamente. Nenhum deles falava nada, nem tentava caminhar ao meu lado. Apenas seguiam atrás de mim. Era... Estranho.

Quando voltamos para a casa da alcateia, fui direto para o escritório que vinha usando, tirando o casaco e deixando-o jogado em um banco na área da entrada. Afinal, eu ainda tinha uma última prova final para entregar. Na prática já estava tudo praticamente terminado, mas não tinha tido motivação nenhuma para realmente me esforçar e finalizar. Mesmo assim, era uma desculpa válida para me afastar de todos eles. Isso, claro, se alguém perguntasse. Mas ninguém iria perguntar…

Bennet e os outros ficaram no saguão, fazendo sei lá o quê, enquanto eu caminhava pela casa. O Alfa, por outro lado, continuava me seguindo em silêncio. Assim que percorri o último trecho do corredor, tomei uma decisão: eu precisava ao menos tentar.

Eu vinha passando pelos livros que a antiga Luna guardava ali. Tinha de tudo um pouco. Histórias sobre os lobos, sobre a Deusa da Lua, sobre como as alcateias funcionavam e também sobre companheiros. Entre aquelas leituras, eu descobri como rejeitar um companheiro. E em nenhum daqueles livros dizia que um humano não poderia rejeitar um companheiro lobo. Então talvez fosse melhor acabar logo com aquilo enquanto ele ainda estava ali.

Caminhei até o sofá e a mesa coberta com minhas coisas e parei diante da janela. Eu não tinha realmente planejado nada, mas se aquela fosse minha última visão daquele lugar, então eu queria que valesse a pena.

Em seguida, respirei fundo e soltei o ar lentamente antes de me virar. O Alfa estava ali, sentado bem no meio do escritório. Parecia estar olhando ao redor, embora sem expressões faciais fosse impossível saber o que ele estava pensando.

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— Eu nem sei se é assim que funciona, mas… Lá vai.

O Alfa inclinou a cabeça, e eu sabia exatamente o que aquela expressão significava. Para ele, eu não estava fazendo muito sentido.

Meu coração pareceu se partir enquanto as lágrimas subiam aos meus olhos. Eram apenas palavras, mas ainda assim machucavam.

— Eu, Kennedy Matthews, rejeito você, Ryker Tryn como meu…

— Não termine essa frase.

A voz de Ryker rosnou junto ao meu ouvido no exato momento em que uma lágrima escorreu pelo meu rosto e caiu sobre os dedos dele. De algum jeito ele tinha mudado de forma e colocado a mão sobre minha boca antes que eu conseguisse completar a rejeição.

— Por que você diria algo assim? E como você sequer sabe como rejeitar um companheiro?

Franzi as sobrancelhas. A tristeza deu lugar à irritação, e eu o encarei com a melhor expressão possível de "você é um completo idiota", enquanto a mão enorme dele ainda prendia meu rosto.

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