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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 232

(Ponto de Vista de Finn)

Fiquei mais tempo do que precisava debaixo do chuveiro, esfregando a pele várias vezes, tentando tirar cada vestígio de sujeira da floresta. Era até estranho não sentir mais aquela camada de terra grudada no corpo. Quando fui fechar a água, já ficando fria, uma dor brutal atravessou meu peito, me fazendo travar no lugar, quase indo direto para chão.

A pressão no peito veio de uma vez, me deixando sem ar, como se meus pulmões tivessem travado. A alcateia dela estava ali, sob controle… Mas então… Com quem ela estava agora, afinal? Apoiei a testa no azulejo frio, tentando não desabar, enquanto o enjoo subia em ondas seguidas. Aquilo doía demais, mais do que qualquer coisa. Eu não estava suportando… E meu corpo inteiro passou a tremer, sem que eu conseguisse impedir.

Mal consegui sair do box, com as pernas falhando enquanto eu me arrastava até o vaso, só a tempo de vomitar o pouco que ainda tinha no estômago. A dor veio tão forte que um grito escapou sem controle, e eu só torci para que aquelas paredes segurassem o som.

Acabei me encolhendo no tapete do banheiro, já sentindo que aquilo ainda estava longe de terminar. Aquilo só podia ser castigo… Por eu ter deixado a alcateia chegar àquele ponto. Ela nunca foi realmente minha, nunca esteve comigo de verdade. Sempre vinha com aquele discurso de esperar, dizendo que só queria se entregar quando a gente pudesse se marcar juntos. No começo, eu nem entendia de onde vinha aquela dor… Até o dia em que peguei ela com um dos caras do acampamento.

Ela disse que não conseguia se controlar, que o desejo era forte demais… Mas que o pai dela não permitia que a gente fizesse nada, então ela "dava um jeito". No entanto, quando expliquei o que aquilo fazia comigo, ela só alegou que eu era forte o suficiente para aguentar… E que isso ia nos aproximar.

Desde aquele dia, só fiquei com outra pessoa uma única vez, e nem foi por vontade… Foi na base da raiva, do ciúme, querendo que ela sentisse um pouco da dor que eu carregava. Só que ela apareceu no meu quarto, perdeu completamente o controle e praticamente destruiu a garota, saindo logo depois como se nada tivesse acontecido, sem dizer uma palavra. E aquilo bastou. Eu entendi que nunca mais seria capaz de fazer aquilo com outra pessoa.

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