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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 273

(Ponto de Vista de Finn)

Deslizei para fora do SUV e passei os olhos ao redor. Tudo ali gritava armadilha, mas, ainda assim, nada dentro de mim reagia. Eu e meu lobo sabíamos reconhecer perigo, sempre evitamos esse tipo de situação, porém, por algum motivo, a presença da Kennedy e do Ryker fazia qualquer desconfiança desaparecer desde que chegamos à Alcateia da Lua Sombria.

— Greta! Finn! — Virei rápido ao ouvir a voz da Kennedy no topo de uma escadaria absurdamente alta. — Não fiquem aí parados, venham!

Era quase estranho alguém estar animado para me ver. Pelo que eu lembrava, só a vovó tinha sido assim comigo, além dos filhotes da Lua Sombria. Mas eles ficavam felizes com praticamente qualquer um, então não contavam. Eu sempre tive o Sammy e mais alguns caras ao meu lado, lutando juntos e torcendo pra que todo mundo conseguisse sair vivo. Muitas vezes a gente deixava gente pra trás e seguia em frente, partindo para o próximo lugar, e chegou num ponto em que eu já nem saberia dizer onde enterramos alguns deles, ou até lembrar o nome de todos.

— Isso vai ser interessante. — Ouvi a Greta murmurar ao meu lado, e aquilo me irritou na mesma hora.

Eu estava cansado de tentar. Tinha tentado tudo que conseguia imaginar para me aproximar dela. Passei a frequentar todos os treinos em que ela estava, sentava perto dela nas refeições, fazia piadas, tentava conhecer melhor os guerreiros com quem ela mais andava. Fiz até missão em dupla com ela e acabei sendo atacado pelos traidores que fugiram para salvar a própria pele.

Estive ao lado dela sempre que ela ficava presa em alguma memória ruim, e, ainda assim, nada. Nenhuma explicação, nenhuma resposta, nada além da reação física que o corpo dela não conseguia evitar.

No fim das contas, ela pediu à curandeira para esconder que éramos companheiros, e já tinha deixado bem claro, mais de uma vez, que não queria isso. Eu não sei por que achei que dessa vez mudaria alguma coisa. Outra alcateia, outra criação, outra companheira… Mas o resultado, infelizmente, continuava o mesmo.

— Então se prepara, porque a gente só sai daqui quando ela deixar. — Passei pela Greta sem olhar. — O Jeeves largou nossas coisas e foi embora. — Joguei por cima do ombro, pegando minha bolsa e deixando a dela no cascalho.

Até então eu vinha conseguindo evitá-la. E não devia ser tão difícil continuar fazendo isso ali. Bastava fazer a Kennedy entender que o problema não era eu, mas a amiga dela, que não queria nada disso, e ela deixaria pra lá.

— Quem foi que projetou essas escadas, Ken? Só isso já impede qualquer um de entrar! — A Greta gritou atrás de mim, e eu odiei o jeito como minha pele se arrepiou ao ouvir a voz dela. No entanto, respirei fundo, soltando o ar devagar para me forçar a relaxar.

— Acho que foi exatamente por isso que o Ryker me deu esse lugar. — Ela riu, encostada no corrimão. Apesar de ser só alguns anos mais nova que eu, naquele momento parecia leve, cheia de vida, e com aquela expressão de quem estava aprontando algo.

Quando chegamos ao patamar, havia outra escada a poucos metros.

— Você só pode estar brincando! Isso aqui parece um castelo de conto de fadas! — Gritei para ela. — Cadê o seu cabelo, Rapunzel?

— Eu sei! Não é o máximo?

— Não é exatamente o que eu penso. Parece mais um saco. — Tentei bancar o irritado, mas não funcionou. Assim que chegamos ao topo, o sorriso dela acabou comigo, e então eu realmente prestei atenção nela. — Put* merd*... Sério isso?!

Deixei a bolsa cair.

— É!

— Como eu não percebi isso?

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