(Ponto de Vista de Greta)
Várias pessoas acenaram para mim enquanto eu passava pela sala de jantar. Ao mesmo tempo, consegui sentir a aura do Ryker intensificada conforme eu seguia pelo corredor em direção ao escritório dele, e me perguntei o que o tinha deixado tão alterado. Não podia ser apenas o Danny contando que eu estava distraída, porque ele tinha muito mais paciência do que isso. Ainda assim, a pressão já começava a me dar dor de cabeça. Logo, bati na porta, esfregando a testa com a outra mão.
— Entre.
Atravessei a entrada de olhos fechados, lidando com a dor causada pela aura de Alfa, e sabia que conseguiria me virar naquele escritório até mesmo vendada, se fosse necessário.
— O que foi, Alfa? Por que esse excesso de aura?
— Você não teria vindo de outra forma.
— Oi? — Abri os olhos de imediato, afastando a mão do rosto. Ele estava ali…
Finn estava ali, de pé ao lado do Ryker, de costas para mim. E, pela tensão nos ombros e pelos punhos cerrados, consegui perceber que ele estava desconfortável, talvez irritado.
Ryker, por sua vez, contornou a mesa e veio até mim.
— Você me encurralou uma vez. Acho que a frase foi "para de agir como um covarde do caralh*" — Ele deu um tapinha no meu ombro. — No entanto, agora você se tornou um risco, e o Finn está com um desejo de morte. Vocês dois estão afastados até resolverem isso. Tem um quarto de hóspedes no segundo andar preparado. Sim, vocês dois vão ficar aqui e, sim, vão ficar juntos. Resolvam essa merda. E não me façam chamar reforços.
— Alfa, com todo respeito…
— Sério?
Nós dois protestamos ao mesmo tempo.
— Eu posso usar o comando de Alfa em vocês dois. Vão.
Olhei para o teto enquanto o Ryker saía do escritório. Inspirei fundo e soltei o ar, então me virei e saí. O Finn podia me seguir ou não. De qualquer forma, ele acabaria indo para o nosso confinamento em algum momento…
Aquilo não era a mesma situação dele com a Kennedy. Ele tinha medo pela segurança dela e agiu como um idiota quando se tratava de falar sobre isso. No nosso caso, eu não deveria ter um companheiro, e o Finn claramente não queria estar ali, considerando a quantidade de missões que vinha aceitando fora da alcateia.
No momento em que saí do escritório, dei de cara com a Robin já ali.
— Por aqui, vocês dois.
— Robin, tenho certeza de que a gente consegue se virar e encontrar isso sozinho. — Rebati, com desdém.
— Você esqueceu que o Ryker te conhece melhor do que ninguém? Vocês vão com escolta. — Ela estava sorrindo, descaradamente.
— Que bom que você está se divertindo com isso. — Resmunguei.
— Você vai agradecer depois. O Ryker agradeceu, lembra?
— Você vai descobrir já já.
— E esse lance de "Jeeves". Afinal, qual é a história? — Finn perguntou ao meu lado. Ele parecia mais relaxado agora do que no escritório do Ryker. — Já ouvi esse apelido algumas vezes.
— Ele é o motorista da Kennedy. E ela deu esse nome pra ele. — Respondi, seca, enquanto captava o olhar do Grant pelo retrovisor.
— Ei! Não menospreze o apelido. Teve uma época em que o nosso Alfa teve dificuldades com o vínculo de união, não muito diferente de outros que eu conheço, e eu não podia falar com ela, nem pra me apresentar. Então foi assim que ela me chamou durante toda a viagem da alcateia dela até aqui. — Ele deu de ombros. Aquilo nem chegava perto da história inteira, e eu abri a boca para completar, mas ele me interrompeu: — Agora que estamos na estrada, eu não posso falar. Vocês dois devem resolver essa merd*. Ah, e todo mundo já sabe da questão de companheiros, então não precisam usar códigos.
— Mas que porr*...? Como? Quem?
— É… Se você pensar bem, é meio óbvio. Mas o Alfa confirmou, então vocês não podem mais esconder da gente. Bem-vindo à família, cara. — Ele olhou para o Finn.
— Não me parabeniza ainda. Minhas companheiras destinadas têm uma tendência a serem... Complicadas. — Senti o olhar do Finn queimando na lateral do meu rosto.
— É, bem, sua primeira companheira era uma traidora que fez você sequestrar a nossa Luna.
— E a minha segunda acha que eu…
— Chegamos, pombinhos. — Grant interrompeu, e paramos diante de uma casa deslumbrante no topo de uma colina.
— E onde exatamente é "aqui"? — Finn perguntou, e, pela primeira vez, eu tive que concordar com ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...