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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 299

(Ponto de Vista de Finn)

Animados demais para fazer qualquer outra coisa, Greta e eu acabamos nos aconchegando no sofá, conversando até altas horas da madrugada. Ryker comentou que já tinha algumas ideias de como fazer aquilo acontecer rápido para a gente, mas que precisava, antes de tudo, tirar um cochilo antes que a Mar acordasse do último descanso. Ele estava fazendo o possível para apoiar a companheira nesses primeiros dias, o que eu admirava… E, ao mesmo tempo, invejava um pouco.

Greta soltou um suspiro profundo, embora não dissesse nada. Ainda assim, senti uma onda de tristeza vindo dela através do vínculo, enquanto permanecia encolhida contra o meu lado, com a cabeça escondida sob o meu queixo, me impedindo de ver sua expressão.

— Ei… — Sussurrei, apertando de leve o quadril dela. — Fala comigo.

Mais um suspiro escapou, acompanhado de um fungar baixo, e, naquele instante, eu já não aguentava mais segurar aquela tensão. Então a puxei para o meu colo, obrigando-a a me encarar, mesmo com os olhos fechados, como se isso fosse impedir que eu percebesse o quanto estavam vermelhos.

— Greta, amor, você precisa falar comigo. — Pedi, tentando alcançar seu olhar. — O que está acontecendo nessa sua cabecinha teimosa?

Ela tentou controlar a respiração, mas o ar saiu irregular, pesado e forçado.

— Que isso tudo é bom demais para ser verdade… — Murmurou, ainda de olhos fechados, embora uma única lágrima escapasse, e, dessa vez, ela não tentou esconder nem limpar.

Quando percebi que ela não parecia disposta a continuar, deslizei as mãos pelas coxas dela até alcançar a parte baixa das costas, puxando-a ainda mais para perto.

— O quê, exatamente?

E mais um soluço escapou.

— Isso tudo… Você, as crianças, a vida que eu achei que tinha sido arrancada de mim… — A voz dela falhou, mas continuou, mesmo assim. — Eu passei uma década inteira fechando essa parte de mim, porque sempre achei que estava quebrada demais para superar. Então decidi que seria só uma guerreira, e foi isso que eu fiz, me tornei a melhor guerreira da alcateia do Ryker… Mas, logo, você apareceu. Você chegou e eu não consegui te afastar por nada… — Ela soltou uma risada fraca, embora ainda evitasse me encarar. — E agora a gente está aqui, falando em acolher crianças perdidas para dar a elas o que a gente nunca teve… Faz só alguns dias e eu já estou apegada demais. E quando a gente encontrar a alcateia da Trinity? E se os pais dela, ou algum parente, estiver vivo e quiser levá-la embora? Eu… Eu não sei se vou conseguir lidar com isso…

Então, como se uma barragem tivesse se rompido, ela desabou, chorando de um jeito que eu nunca imaginei ver naquela mulher forte e inabalável que era a minha companheira.

E, sem hesitar, a puxei contra mim.

— A gente não sabe o que vai acontecer… — Murmurei contra o cabelo dela. — Você pode estar certa… Talvez a gente perca ela…

Os soluços dela só aumentaram.

— Mas também pode ser que ela enfrente perdas ainda maiores… Pode ser que, quando encontrarmos as famílias dos outros, a dela não esteja lá… — Continuei, firme, apesar do nó na garganta. — De qualquer forma, ela precisa da gente… O Gabriel precisa, a Peyton e o Landon também. Você teve o Ryker… Eu tive a vovó… Agora é a nossa vez de ser esse apoio para eles, independente de como isso termine.

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