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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 332

(Ponto de Vista de Ben)

Ela segurou minha mão, e eu a segui quase no automático. Meu coração parecia que ia sair pela boca, enquanto eu ficava dividido entre amar e odiar aquela sensação. Afinal, meu corpo inteiro respondia a ela. Balancei a cabeça, tentando me recompor, e tentei puxar minha mão de volta sem fazer cena, mesmo sabendo que tinha gente nos observando.

— Só anda comigo. — Ela sussurrou, irritada. — É o único jeito de deixarem a gente sair daqui. Na minha alcateia, não é segredo pra ninguém que somos companheiros, então, se parecer que estamos tentando lidar com isso, eles vão nos deixar em paz… E a gente consegue investigar do nosso jeito.

— Elara, para. Isso não é seguro. — Tentei puxar minha mão de novo, já notando que devíamos estar longe o suficiente. Contudo, ela não soltou… Apenas continuamos avançando pela floresta. — Elara, espera. Espera! — Falei com mais firmeza, fincando os pés no chão e puxando o braço, o que fez ela recuar e esbarrar em mim. — Isso não é seguro. A gente precisa de reforço.

— O que a gente precisa é descobrir se tem alguma coisa naquela caverna. — Ela rebateu, cada vez mais agitada, tentando me puxar de novo. — Não houve mais ataques desde que vocês chegaram, mas isso vai durar? Eu não posso depender da presença de vocês pra espantar ameaças para sempre. O que vai acontecer quando vocês forem embora? Logo o Jeremiah e a Rayna vão precisar de você cem por cento... — Ela respirou fundo, visivelmente frustrada. — Por favor… Em vez de ficar brigando comigo, me ajuda a encontrar respostas e sair daqui. Eu não estou tentando discutir com você. — Ela puxou minha mão com mais força, ainda sem me soltar. — Por favor… — Repetiu, usando o vínculo a favor dela. — Eu não estou tentando fugir, nem esconder nada de você. — Ela insistiu, e meu lobo acabou cedendo, fazendo minhas pernas acompanharem. — Eu fiz tudo o que você pediu, pela minha própria segurança. Agora me ajuda a proteger a minha alcateia.

Deixei que ela me guiasse, mas, dessa vez, sem resistir. Achei que, quando ela percebesse que eu estava indo por vontade própria, ela soltaria minha mão… Mas, em vez disso, entrelaçou nossos dedos, e nós dois deixamos o vínculo pulsar entre nós.

— O que você quis dizer com "Logo o Jeremiah e a Rayna vão precisar de você cem por cento..."? — Perguntei, lembrando das palavras dela.

— Enquanto eles estavam aqui, tanto eu quanto minha loba percebemos que ela estava grávida. Foi algo bem sutil, então deve ser recente, mas o cheiro dela já começou a mudar. Quando ele descobrir, vai trancar ela como se fosse um tesouro. — Ela riu, e o som atravessou meu corpo como uma onda quente. — Você e o seu Alfa são iguais nisso... Gostam de manter tudo que amam bem protegido, longe de qualquer perigo.

— Eu nunca tentei te prender, Alfa. — Retruquei. — Nem conseguiria, mesmo que quisesse.

— Engraçado, porque eu me lembro de ter ficado presa dentro de casa por uma semana… Com você como meu guarda.

— Você quebrou a perna! O que eu devia fazer? — Revirei os olhos. — Você não queria descansar nem deixar cicatrizar direito. Até o Dev aceitou ficar parado e voltou ao normal em dois dias. Com você, foram dois dias de ameaça até conseguir te manter quieta… E, mesmo assim, ainda tivemos que te subornar com atualizações de hora em hora sobre "a floresta continua sendo explorada lá".

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