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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 361

(Ponto de Vista de Elara)

Chegamos sob a cobertura da escuridão e entramos na garagem como em qualquer outro dia. Logo, Jax e Dev arrastaram o intruso para fora, com a cabeça pendendo, completamente largado.

— Beleza, mas o que a gente vai fazer com esse otário, afinal? — Jax perguntou.

— Pode deixar que eu mesma vou pendurar ele. Se for um “freelancer”, então o interesse próprio dele vai acabar falando mais alto que qualquer lealdade. Eu já estou cansada desses intrusos e de qualquer outro que esteja escondido na alcateia achando que pode passar por cima de mim. Se querem que eu seja uma v*dia, então eu vou ser uma v*dia. — Virei as costas e saí andando, porque não precisava nem olhar para saber que eles estavam vindo atrás de mim.

Seguimos pela porta que levava às celas, que ficava dentro da garagem, sendo discreta, mas extremamente útil quando se passava por um interrogatório pesado, já que evitava ter que atravessar a casa da alcateia coberta de sangue. Além disso, havia um chuveiro ali, e meu pai já tinha usado aquele caminho várias vezes, saindo das celas, se limpando e aparecendo ao lado da minha mãe em festas cheias de convidados completamente alheios. Um Alfa ali com certeza iria sentir o cheiro de sangue no ar, mas ninguém dizia nada. No fim das contas, todo Alfa fazia o que era preciso pela alcateia, e agora tinha chegado a minha vez.

Jax e Dev não tiveram o menor cuidado ao descer com o intruso pela escada, visto que o seguraram pelos braços enquanto deixavam os joelhos e os pés dele baterem em cada degrau. Assim, caminhamos até a cela mais afastada e o jogaram no chão sem qualquer cerimônia. Em silêncio, começamos a preparar as correntes de prata, usando luvas especiais que permitiam manuseá-las sem nos ferir. Depois que terminamos, ele ficou ali, com as costas contra a parede do fundo, travado em uma posição horrível, já que, sempre que tentava esticar os braços, as pernas eram puxadas para trás, fazendo com que cada movimento só piorasse a situação e aumentasse as queimaduras.

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— Deixa ele aí por enquanto. Nada de comida, nada de água. Vamos nos limpar e fazer uma varredura na casa, depois eu quero ver meu pai.

— Pode deixar.

— Eu vou checar meu escritório e meu quarto, então se vocês puderem se dividir e cuidar do resto dos cômodos de sempre, depois a gente passa rápido pelas áreas comuns. — Eles só confirmaram com a cabeça, claramente esgotados, afinal já faziam dias que estávamos nessa. E apesar de enxergar aquilo tudo, eu continuava sem confiar em ninguém, e isso deixava evidente que o plano dos intrusos estava funcionando como esperado.

Cheguei ao meu quarto e, como vinha fazendo agora, comecei a olhar cada canto, cada fresta, procurando qualquer coisa fora do lugar. Quando não encontrei nada, fui direto para o banho e, quase imediatamente, meus pensamentos correram para o Ben. Eu tinha dificuldade de ficar naquele espaço sem pensar nele, porque a minha loba simplesmente não deixava. E já tinha tentado aliviar essa tensão, mas não conseguia chegar lá sem imaginar o rosto dele entre as minhas pernas, o que só me deixava ainda mais irritada por ele ter esse nível de controle sobre mim, algo que eu nunca aceitaria vindo de ninguém.

Eu já estava com a mão na porta do hospital da alcateia, me preparando para ver minha mãe lutando pela vida, quando…

‘Elara, temos um problema. Desce para as celas agora.’

‘O que foi, Jax? Eu preciso ver a minha mãe. Eu não venho aqui há uma semana.’

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