(Ponto de Vista de Elara)
— Não… — Um grito sufocado escapou dos meus lábios.
— É isso mesmo, Alfinha. Agora a sua alcateia é nossa. — Jeff provocou.
Algo dentro de mim se partiu, porque minha mãe era inocente, não tinha nada a ver com aquilo, sempre amou e cuidou de cada membro da alcateia como se fossem seus próprios filhos… No entanto, foi envenenada e morreu deitada em uma cama de hospital, sem merecer aquilo.
Diante da situação, senti o fogo voltar a arder dentro de mim, enquanto o ódio por Jeff, por aquele intruso e por qualquer um que tivesse tocado nos meus pais e na minha alcateia crescia sem controle. O poder da minha loba percorreu meu corpo, e então avancei sobre ele. Ele esperava que eu o matasse, mas eu ainda não tinha perdido o controle por completo, portanto minhas garras surgiram a partir das unhas, e eu rasguei o torso dele repetidas vezes, uma, duas, várias… Abrindo cortes longos e finos, quase como papel, enquanto o sangue daquele traidor começava a escorrer lentamente pelo chão. Logo, aproximei meu rosto do dele o suficiente para que ele enxergasse todas as intensidades dos meus olhos verdes.
— A minha alcateia nunca vai ser sua. Você vai sangrar até morrer, bem devagar... E o seu amiguinho intruso vai ter o mesmo destino. Relaxa… Eu vou achar todo mundo que faz parte disso, e, quando chegar a hora, eles vão saber que foi você que condenou geral.
— Eu não te contei merd* nenhuma e nem vou, sua vadi*zinha… — Ele ofegou, fingindo que não estava sentindo dor.
— Contou sim, e o seu parceiro fez merda. Ele não foi rápido o bastante para o meu pai.
— Seu pai está morto. — Ele gargarejou, carregando cada palavra de ódio.
— Sim. — Eu soltei, com ainda mais veneno escorrendo da minha voz. — Mas ele foi, e sempre vai ser, um homem inteligente. O seu parceiro de crime ficou confiante demais, ou descuidado, e o meu pai conseguiu revelar a identidade dele antes de morrer. Tem cinco alcateias prontas pra acabar com ele.
Jeff tossiu sangue e cuspiu aos meus pés.
— Você nunca vai encontrar ele. E eu nunca vou te contar, então termina logo isso.
Soltei uma risada sem humor.
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Entrei em contato com os curandeiros da alcateia e encontrei dois líderes em quem eu sabia que meus pais confiavam, então expliquei a situação. Eles estavam cuidando da minha mãe e tinham encontrado meu pai na floresta, logo atrás do hospital da alcateia. Na sequência, começariam os preparativos e juraram não sair do lado dos meus pais enquanto todos estivessem sob suspeita.
Segui para o escritório do meu pai, porque, apesar de já estar usando aquele espaço desde o ataque à minha mãe, ainda era dele na minha cabeça, e eu não sabia quando, ou se algum dia, passaria a enxergar aquilo como meu.
Em seguida, entrei em contato com o Ancião Harlan, já que ele era quem menos resistia à ideia de eu me tornar a próxima Alfa. Afinal, precisávamos oficializar isso diante da alcateia, embora eu já soubesse que haveria uma divisão meio a meio quanto à aceitação. Se resistissem, eu poderia forçá-los com a minha aura, porque os seus lobos sabiam e reconheciam que eu era a líder legítima, mas o lado humano era mais emocional e, muitas vezes, dificultava decisões.
Essa alcateia de intrusos vinha trabalhando contra mim há anos, pelo que eu vinha percebendo em várias situações. E eu não queria me tornar a tirana que alguns acreditavam que eu seria, mas, para manter todos seguros, faria o que fosse necessário, provando meu valor ao eliminar essa praga que estava se espalhando dentro e ao redor da minha alcateia.
“No fim das contas, eles me subestimaram feio, porque eu não era a garota fraca que pensavam…”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...