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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 366

(Ponto de Vista de Ben)

Comecei a me levantar, porque precisava achar um telefone e verificar como ela estava. Eu não deveria ser capaz de senti-la a essa distância, então alguma coisa estava muito… Muito errada. “Nós não éramos acasalados nem tínhamos sido marcados, então por que eu estava sentindo aquilo? E por que, de repente, tinha tanta gente se aglomerando?” Então eu ouvi…

— Jeremiah! Para de ficar aí parado e faz alguma coisa! — Kennedy gritou com o nosso melhor amigo, e, ao olhar, entendi o motivo da confusão. Rayna estava em vários tons de vermelho, alternando entre raiva, gritos com o Jer e espasmos de dor. Jer parecia ter travado por um segundo, mas voltou a si quando a pegou no colo, acomodando a cabeça dela sob o queixo. Logo em seguida, todos começaram a se mover. Kennedy e Ryker saíram atrás deles e entraram em um SUV que já estava esperando, enquanto Jason, Tommy, Danny e Bennet pularam em outro, e o Josh gritou para que eu o seguisse até um terceiro. "Pelo visto, as duas alcateias iam receber a próxima geração mais cedo do que o esperado…”

Eu tentei focar no Jer e deixei qualquer coisa relacionada à Elara bem lá no fundo da minha cabeça. Só que, como sempre, ele estava falando um monte de coisa sem pé nem cabeça, todo agitado e empolgado ao mesmo tempo, ainda tendo que lidar com uma Luna surtada que, do jeito que estava, era bem capaz de arrancar a cabeça dele no meio do parto.

— Como ela está, Jer?

— Não faço a menor ideia, cara. Eu só consigo assistir, e ela está sofrendo muito. Até o nosso vínculo está doendo.

— Será que dá para o seu lobo pegar parte da dor pra você e aliviar o que ela está sentindo?

— Ele está tentando, sim, mas isso é normal. Não é como se ela estivesse sendo ferida, é outra coisa. O corpo dela está se preparando para parir dois filhotes, e isso não é nada agradável.

— A gente está logo atrás. Se você ou a Rayna precisarem de qualquer coisa, até água ou comida, avisa. Foca nela, a gente cobre o resto.

— Valeu, cara.

Levamos só alguns minutos até o hospital da alcateia, e os curandeiros nos colocaram em uma área de espera. Ryker e Kennedy podiam entrar e sair quando quisessem, mas, para minha surpresa, ele apenas se sentou, apoiou a cabeça na parede e fechou os olhos.

— Me avisa se precisar de alguma coisa, docinho. — O apelido era ridículo, mas os olhos dela suavizaram na hora. Ainda assim, ela não se sentou, preferindo conversar com Beth e Sarah, até que, algumas horas depois, Sarah saiu do local.

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— Ela quer te ver, Kennedy. — Disse, em voz baixa, enquanto a maioria das pessoas na sala de espera já estava em algum estágio de sono.

Ken se aproximou do Ryker e beijou o rosto dele, e, mais uma vez, eu achei que sentiria ciúmes, mas o que veio foi inveja da relação deles. Eu sempre quis aquilo e achei que tinha encontrado com ela, mas agora minha mente insistia em ir para uma ruiva impossível que também não me queria. “Que inferno!”

— Ela não vai me contar a verdade... Eu preciso ir pessoalmente. Eu vou sair assim que ver o Jer e a Rayna. Agora que os filhotes nasceram, eles provavelmente vão ficar aqui um tempo pra ela se recuperar, e ela vai estar melhor com a mãe, com a Beth e com a Kennedy.

— Eu estava com isso na cabeça também. — Tommy apareceu, sem nem fingir que não estava ouvindo. — Acho que vou ficar e falar com os anciãos do Ryker, já que vamos passar um tempo aqui. Eles devem saber muito sobre magia, conjuradores e sobre o que essa pessoa está fazendo com essa magia defensiva que o Jason está sentindo. Talvez até tenham ideia de fornecedores. E descobrir como estão conseguindo essas drogas humanas também pode ajudar. Você teve notícias do Junior? Ele não estava fazendo check-in diário?

— Em geral, sim, só que, como todo mundo já sabia do evento, provavelmente estão dando espaço para gente, o que me deixa irritado. — Balancei a cabeça. “Junior queria aprender a lidar com tudo sozinho, e Elara queria provar que não precisava de um homem pra ser uma boa líder. No fim, era a chance perfeita para os dois…” Respirei fundo, soltando o ar devagar. — Fechou, temos um plano. A gente se fala em alguns dias. Vou dar uma passada pra ver os filhotes e depois volto pra checar as fronteiras antes de levar eles pra casa.

Kennedy e Ryker saíram de mãos dadas, e, claro, todo mundo acordou e foi atrás deles querendo notícias. Tudo o que disseram foi que tinham um menino e uma menina, ambos saudáveis, e então foram embora.

— Você devia ir. Se pegar a estrada agora, chega lá até o jantar. — Tommy olhou pra mim. — A gente segura tudo por aqui. Você sabe, qualquer coisa, é só ligar. Melhor a Rayna e os filhotes ficarem aqui enquanto a gente resolve o que está rolando lá. O Alfa James também está lá, ele pode ajudar. Vai lá. Depois conta o que descobrir e chama se precisar.

— É, a gente fala com o Jer, ele vai entender. — Jason bateu nas minhas costas, já me empurrando em direção à porta.

“Então era isso… Eu já estava de saída.”

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