(Ponto de Vista de Ben)
Comecei a me levantar, porque precisava achar um telefone e verificar como ela estava. Eu não deveria ser capaz de senti-la a essa distância, então alguma coisa estava muito… Muito errada. “Nós não éramos acasalados nem tínhamos sido marcados, então por que eu estava sentindo aquilo? E por que, de repente, tinha tanta gente se aglomerando?” Então eu ouvi…
— Jeremiah! Para de ficar aí parado e faz alguma coisa! — Kennedy gritou com o nosso melhor amigo, e, ao olhar, entendi o motivo da confusão. Rayna estava em vários tons de vermelho, alternando entre raiva, gritos com o Jer e espasmos de dor. Jer parecia ter travado por um segundo, mas voltou a si quando a pegou no colo, acomodando a cabeça dela sob o queixo. Logo em seguida, todos começaram a se mover. Kennedy e Ryker saíram atrás deles e entraram em um SUV que já estava esperando, enquanto Jason, Tommy, Danny e Bennet pularam em outro, e o Josh gritou para que eu o seguisse até um terceiro. "Pelo visto, as duas alcateias iam receber a próxima geração mais cedo do que o esperado…”
Eu tentei focar no Jer e deixei qualquer coisa relacionada à Elara bem lá no fundo da minha cabeça. Só que, como sempre, ele estava falando um monte de coisa sem pé nem cabeça, todo agitado e empolgado ao mesmo tempo, ainda tendo que lidar com uma Luna surtada que, do jeito que estava, era bem capaz de arrancar a cabeça dele no meio do parto.
— Como ela está, Jer?
— Não faço a menor ideia, cara. Eu só consigo assistir, e ela está sofrendo muito. Até o nosso vínculo está doendo.
— Será que dá para o seu lobo pegar parte da dor pra você e aliviar o que ela está sentindo?
— Ele está tentando, sim, mas isso é normal. Não é como se ela estivesse sendo ferida, é outra coisa. O corpo dela está se preparando para parir dois filhotes, e isso não é nada agradável.
— A gente está logo atrás. Se você ou a Rayna precisarem de qualquer coisa, até água ou comida, avisa. Foca nela, a gente cobre o resto.
— Valeu, cara.
Levamos só alguns minutos até o hospital da alcateia, e os curandeiros nos colocaram em uma área de espera. Ryker e Kennedy podiam entrar e sair quando quisessem, mas, para minha surpresa, ele apenas se sentou, apoiou a cabeça na parede e fechou os olhos.
— Me avisa se precisar de alguma coisa, docinho. — O apelido era ridículo, mas os olhos dela suavizaram na hora. Ainda assim, ela não se sentou, preferindo conversar com Beth e Sarah, até que, algumas horas depois, Sarah saiu do local.
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— Ela quer te ver, Kennedy. — Disse, em voz baixa, enquanto a maioria das pessoas na sala de espera já estava em algum estágio de sono.
Ken se aproximou do Ryker e beijou o rosto dele, e, mais uma vez, eu achei que sentiria ciúmes, mas o que veio foi inveja da relação deles. Eu sempre quis aquilo e achei que tinha encontrado com ela, mas agora minha mente insistia em ir para uma ruiva impossível que também não me queria. “Que inferno!”

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...