(Ponto de Vista de Ryker)
Assim que entrei no quarto, bati a porta com força e me apoiei nela, sentindo o ar faltar. "Como uma única pessoa conseguia me deixar nesse estado?" De repente, o terno parecia apertado demais... Tirei o paletó num gesto impaciente e joguei na cadeira da escrivaninha, em seguida liguei o abajur da cabeceira, ficando só com a luz baixa.
Aquilo tinha sido, sem dúvida, a interação mais quente que eu já tive com uma mulher na vida, e o mais absurdo era que eu nem tinha encostado nela. Ela sabia exatamente o que dizer, onde cutucar, como apertar cada botão certo para me deixar ainda mais excitado. Logo, fiquei andando pelo quarto, inquieto, com a cabeça presa nela, a tensão crescendo e se recusando a ir embora.
E para fechar com chave de ouro, teve o momento em que eu entrei no salão de baile naquela noite. Eu bati o olho nela na mesma hora e, put* que pariu, meu coração simplesmente travou. Nada, absolutamente nada, do que eu tinha visto no campo de treino fazia justiça àquilo.
Ela tinha prendido o cabelo bem alto, deixando o pescoço à mostra de um jeito que deixava óbvio onde a minha marca deveria estar. E o decote do vestido emoldurava exatamente aquele ponto onde o ombro se encontrava com o pescoço.
Quando ela sorriu com os lábios pintados de vermelho, meu pau reagiu antes mesmo de eu pensar. E o meu lobo? Se fixou ali na mesma hora, como se já tivesse escolhido. "Aqueles olhos não podiam ser de mais ninguém…"
Foi então que uma onda de ciúme me atravessou, quente, quase dolorosa, ao vê-la sentada entre o Beta, o Gama e o Delta dela e os meus. Aquele sorriso tinha vindo de algum deles, talvez de todos, menos de mim…
Danny estava perto demais, confortável demais, com o braço largado atrás da cadeira dela como se já tivesse lugar garantido ali. Nunca passou pela minha cabeça arrancar o braço do meu melhor amigo, mas, naquele instante, tive que me segurar com força para não reagir por impulso…
Foi quando me toquei que calor estava sufocante. Estava com roupa demais, e meu corpo sabia disso. Ofegante, tirei a camisa enquanto atravessava o quarto, botão por botão, tentando aliviar a tensão. No instante em que cheguei à varanda, abri a porta e deixei o ar frio entrar. Era inútil, mas mesmo assim, parte de mim torcia para que ela aceitasse o que eu ofereci e deixasse escapar aqueles sons que eu tanto queria ouvir.
Apenas respirei, parado ali, puxando o ar gelado com força, tentando domar o incêndio que queimava por dentro. A brisa da noite me alcançou como um bálsamo. E foi nesse silêncio que eu ouvi…
Aquele som me fez congelar. Prendi a respiração, atento, tentando confirmar se aquilo era real ou só mais uma provocação da minha mente. Sorte demais? Talvez. Ou uma bela armadilha do destino.
Logo o barulho veio de novo. Baixo, sensual, quase um ronronar, seguido de um fôlego ofegante. O ar que puxei parecia veneno doce... Por dentro, meu lobo se agitava, exigia que eu atravessasse a varanda, ignorasse todas as regras e a tomasse de vez. Mas eu segurei firme, pois aquilo era dela. Era uma oferta disfarçada de desafio. Um aviso de que ela sabia exatamente o efeito que causava. "Pequena e maldita tentadora. E minha…"

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...