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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 417

(Ponto de Vista de Ben)

"Ela me marcou? Depois de toda aquela indecisão, de todo aquele papo de que não queria um companheiro, ela me marcou para me salvar… Eu escutei todos os motivos dela, todas as justificativas sobre não querer um vínculo, sobre precisar provar alguma coisa, mas nunca consegui entender de verdade. Se ela queria tanto bater de frente com os anciãos, por que não escolher um companheiro por conta própria e mostrar, primeiro, que ninguém mandava na forma como ela liderava a alcateia, e, segundo, como um casal de companheiros podia governar junto?"

A loba dela tremia, quase vibrando, claramente querendo voltar à forma humana. Ela entendia a importância do vínculo e só estava se segurando por causa da Elara.

Do lado de fora, o vento uivava sem parar, e ficou claro que não iríamos sair dali tão cedo. Eu ainda estava fraco demais para encarar uma viagem, mas aquilo… Aquilo eu ainda conseguia fazer.

— Elara, por favor, deixa eu completar o vínculo. Não tem mais volta. A gente precisa terminar isso e deixar nossos lobos com o poder completo. Ainda mais se for aquilo que nos espera lá fora. — Apontei para a entrada da caverna, indicando tanto os intrusos quanto a tempestade.

A loba dela choramingou de novo, claramente discordando do que quer que a Elara estivesse pensando. Ao mesmo tempo que eu admirava, eu também me irritava com a teimosia da minha companheira. Afinal, aquela definitivamente não era a hora de ela bater o pé daquele jeito.

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— Aqueles dois lobos estavam possuídos, ou fortalecidos, ou sei lá o quê. — Passei a mão pelo cabelo, tentando organizar os pensamentos. — A gente precisa fazer alguma coisa, e o que temos feito mal está dando conta de evitar que mais gente morra. Eu não consigo ouvir meu lobo, então não posso me transformar agora, e isso coloca nós dois em perigo. Isso ainda não acabou. Por favor.

Eu já estava implorando, sentindo aquela atração puxando com força, quase impossível de resistir.

Quando ela continuou ali, apenas me encarando, eu senti. O estalo final. Meu coração se partindo de novo. "Ela não ia se vincular a mim, nem mesmo para proteger a própria alcateia... Eu devia ter feito alguma coisa muito errada em outra vida para nenhuma mulher me querer de verdade."

Por fim, acabei desistindo, então a soltei e segui até a entrada da caverna. Eu queria confirmar se a tempestade estava tão ruim quanto parecia. Precisava do meu lobo e, já que a Elara não ia me ajudar, teria que dar um jeito de encontrar um curandeiro sem congelar no caminho ou acabar sendo atacado de novo. Naquele momento, não tínhamos roupas, porque não encontramos ninguém, então tudo o que me restava era torcer para que eles estivessem longe o bastante para não terem sido atingidos, mas ainda perto o suficiente para conseguirmos ajuda rápido. No entanto, gritar não adiantaria, ninguém ouviria com aquela tempestade, e, se ainda houvesse intrusos por perto esperando para terminar o serviço, eu só estaria entregando nossa posição.

Sem o meu lobo, não tinha como entrar em contato com o Jason, então essa opção estava descartada. Acabei me sentando na entrada da caverna, tentando analisar cada possibilidade com calma. Contudo, a vontade de me transformar veio forte, nem que fosse só para resistir melhor ao frio. Meu calor corporal ainda me seguraria por um tempo, mas eu sabia que não seria para sempre.

Assim, fiquei ali, encarando a nevasca. Os flocos caíam pesados e lentos, quase tranquilos demais, só que o som do vento não batia com aquela cena. Foi aí que comecei a prestar mais atenção em tudo ao redor.

— Há quanto tempo estamos aqui? — Perguntei, ainda com os olhos na tempestade. Aquilo não era natural. — Elara, há quanto tem…?

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