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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 463

(Ponto de Vista de Ben)

— Até o momento, não encontramos nada que fosse realmente alarmante. A Marietta também pode ajudar, mas precisamos nos apressar. Acho que finalmente encontramos o motivo disso tudo e, possivelmente, uma solução para a nossa situação. E... Se estivermos certos, estamos correndo contra o tempo.

Ela se afastou rapidamente da janela assim que ergui Marietta para dentro, então segui minha companheira pelo cômodo quase intacto. Aquilo só me fez pensar no quanto magia era absurda… Se eu não tivesse visto aquele incêndio verde gigantesco devorando grande parte da casa da alcateia, jamais imaginaria que algo tinha acontecido ali só olhando para aquele quarto. O fogo praticamente não o atingiu, embora tudo ali dentro tivesse sido afetado pelo impacto quando a estrutura desabou.

— Aqui. — Elara falou, segurando minha mão e me puxando para frente. — Olha esse armário. Foi a única coisa que não sofreu dano nenhum. Foi isso que encontramos na prateleira de cima.

Observei o conjunto de prateleiras de vidro repleto de objetos que pareciam bugigangas valiosas e lembranças antigas. Mais uma vez, nada parecia quebrado, apenas fora do lugar. Então ela se virou segurando uma pedra transparente… Ou algo parecido. "Que diabos era aquilo?" A coisa vibrava… Não exatamente como os Marcadores de Sombra, mas também não parecia ameaçadora.

— O que esse som significa? — Perguntei, olhando de Elara para Briana.

— Que som? — Elara desviou o olhar do objeto transparente em sua mão para mim. — Eu não estou ouvindo nada.

Continuei encarando aquilo na mão da minha companheira. Havia um disco, ou moeda, preso no centro, parecendo um centavo antigo completamente amassado.

— Está vibrando… Ou ronronando talvez. É fraco, mas dá para ouvir.

Olhei para as três mulheres ao meu redor. Os olhos de Briana estavam arregalados, Marietta parecia incrédula, e Elara só acompanhava a cena com interesse. Aos poucos, aproximei a mão da pedra, tomando um cuidado exagerado, como se ela pudesse fugir ou se assustar comigo. Ainda assim, parei antes de tocar, deixando alguns centímetros de distância entre nós. Aquilo não fazia o menor sentido... "Afinal, por que eu estava tratando um objeto inanimado como se estivesse vivo?"

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