(Ponto de Vista de Ben)
— Até o momento, não encontramos nada que fosse realmente alarmante. A Marietta também pode ajudar, mas precisamos nos apressar. Acho que finalmente encontramos o motivo disso tudo e, possivelmente, uma solução para a nossa situação. E... Se estivermos certos, estamos correndo contra o tempo.
Ela se afastou rapidamente da janela assim que ergui Marietta para dentro, então segui minha companheira pelo cômodo quase intacto. Aquilo só me fez pensar no quanto magia era absurda… Se eu não tivesse visto aquele incêndio verde gigantesco devorando grande parte da casa da alcateia, jamais imaginaria que algo tinha acontecido ali só olhando para aquele quarto. O fogo praticamente não o atingiu, embora tudo ali dentro tivesse sido afetado pelo impacto quando a estrutura desabou.
— Aqui. — Elara falou, segurando minha mão e me puxando para frente. — Olha esse armário. Foi a única coisa que não sofreu dano nenhum. Foi isso que encontramos na prateleira de cima.
Observei o conjunto de prateleiras de vidro repleto de objetos que pareciam bugigangas valiosas e lembranças antigas. Mais uma vez, nada parecia quebrado, apenas fora do lugar. Então ela se virou segurando uma pedra transparente… Ou algo parecido. "Que diabos era aquilo?" A coisa vibrava… Não exatamente como os Marcadores de Sombra, mas também não parecia ameaçadora.
— O que esse som significa? — Perguntei, olhando de Elara para Briana.
— Que som? — Elara desviou o olhar do objeto transparente em sua mão para mim. — Eu não estou ouvindo nada.
Continuei encarando aquilo na mão da minha companheira. Havia um disco, ou moeda, preso no centro, parecendo um centavo antigo completamente amassado.
— Está vibrando… Ou ronronando talvez. É fraco, mas dá para ouvir.
Olhei para as três mulheres ao meu redor. Os olhos de Briana estavam arregalados, Marietta parecia incrédula, e Elara só acompanhava a cena com interesse. Aos poucos, aproximei a mão da pedra, tomando um cuidado exagerado, como se ela pudesse fugir ou se assustar comigo. Ainda assim, parei antes de tocar, deixando alguns centímetros de distância entre nós. Aquilo não fazia o menor sentido... "Afinal, por que eu estava tratando um objeto inanimado como se estivesse vivo?"
— É o que existe além da barreira. É o que Eliza está procurando. O que meu pai e a família dele protegeram por gerações.
— O quê?
— É uma espécie de equilíbrio para a magia. — Briana começou a explicar. — Todas as bruxas extraem magia dos elementos e, na maioria das vezes, já nascemos com especialidades ou afinidades para certos tipos de magia. Mas, com o treinamento correto, podemos aprender muito mais. A Fenda é uma reserva de poder, um acesso aberto ao poder bruto da terra. As lendas dizem que ela não existe em apenas um único lugar. Ela aparece onde é mais necessária e escolhe seus próprios protetores. Um poder tão grande assim jamais conseguiria permanecer escondido, todos nós somos atraídos por ele. Para aqueles que desejam aprender, ela ensina. Mas, nas mãos erradas, pode se tornar catastrófica. Eliza descobriu onde ela está, e a Fenda escolheu despertar a habilidade de vocês para protegê-la.
— Então os filhotes drogados, os Marcadores de Sombra, todo esse caos… Foi tudo para chegar até essa Fenda? — Perguntei, ainda encarando o objeto de vidro na mão de Elara. — E essa… Chave… Faz o quê exatamente? Permite usar isso? Se comunicar com a Fenda? Porque já sabemos que conseguimos atravessar a barreira sem ela.
— Nós não sabemos. — Marietta sussurrou. — Tudo o que conhecemos são as lendas. Nunca tivemos o privilégio de entrar em contato com algo assim.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Luna Indesejada do Alfa
Nossa poderia ser bem melhor nunca vi o casal principal se jogado completamente de lado que loucura...
A história do casal principal para pela metade e não volta mais...
E a história da Kennedy + Ryker nunca mais voltou.......
Parecis legal. Mas ai começa o autoritarismo e machismo e tudo perde a graça e fica mais do mesm9...