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A Luna Indesejada do Alfa romance Capítulo 50

(Ponto de vista de Kennedy)

— Tenho quase certeza de que aquilo foi trapaça. — Ryker resmungou, embora exibisse seu sorriso de canto característico, aquele que quase alcançava os olhos.

— Não foi trapaça. Ela só sabe jogar melhor com o que tem, e tem recurso de sobra para isso. — Danny piscou para mim, e eu não consegui evitar a risada. — E eu estou put* por ter perdido isso mais uma vez. — Ele não tinha nada de irritado, aquela cara fechada era só teatro.

A galera ao redor caiu na risada, então presumi que ninguém achou ruim. "Quanto a mim? Eu não consegui tirar os olhos do Alfa…" Ele passou o polegar no canto da boca, limpando o sangue como se estivesse fazendo propaganda de tentação. "Por que aquilo era tão sexy?" Quando percebi, ele já tava sorrindo daquele jeito sombrio, como se soubesse exatamente no que minha mente suja estava mergulhada.

Diante disso, revirei os olhos, sem nem pensar. Só que ele soltou uma risadinha rouca, daquelas que faziam qualquer neurônio fugir da cabeça e ir parar entre as pernas. "Maldito Alfa gostoso… Esses hormônios ainda vão acabar comigo..."

Finalizamos o treino ainda no meio das piadinhas sobre o Alfa ter sido colocado no chão. Eu sabia que não tinha vencido, nem de longe, mas não recusei o crédito. Como ele mal chegou a suar, era bem capaz de ter resolvido metade da agenda enquanto lutava comigo.

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No mesmo instante, revirei os olhos de novo e comecei a escalar aquele verdadeiro parque de diversões que era o degrau da picape. O processo foi lento, mas ele não me tratou com condescendência nem tentou ajudar, apenas esperou com paciência. Quando finalmente me acomodei no banco, ele fechou a porta, sem dizer uma palavra.

Por dentro, o veículo era tão espaçoso quanto tudo que parecia envolver o Alfa Ryker. O couro cinza-chumbo era absurdamente macio, quase como um colchão de algodão, do tipo que dava vontade de deitar e dormir ali mesmo.

Assim, recostei no banco, fechei os olhos e puxei o ar com força, tentando me controlar, e foi exatamente aí que tudo desandou, já que o cheiro dele estava em todo lugar, dominando o carro como se mais ninguém jamais tivesse entrado ali. Não havia cheiro de comida, nem de qualquer outra coisa que não fosse ele. Por um segundo, cheguei a pensar que o veículo fosse novo. E, no momento que respirei outra vez, meu corpo inteiro reagiu, tremendo como o de uma viciada.

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