Flávia apenas respondeu um "Ok" e desligou o celular.
Pietra bocejou: — Vou ficar e dormir com você, faz tempo que não dividimos a mesma cama.
— Tudo bem. — Flávia assentiu suavemente.
A companhia de Pietra dissipou grande parte da dor causada por Valentino.
No dia seguinte.
Flávia acordou pontualmente às sete horas, olhou para Pietra que dormia profundamente, levantou-se em silêncio e saiu do quarto.
Pegou o celular e mandou uma mensagem para Vicente pedindo licença, e, independentemente de ele concordar ou não, desligou o aparelho em seguida.
Desceu para fazer compras e cozinhar.
Pietra sentiu o aroma e saiu do quarto sonolenta, seus olhos brilhando para a comida na mesa.
Era tudo o que ela mais gostava de comer!
Farejou com o nariz e fechou os olhos para apreciar.
— Flávia, se eu fosse homem, com certeza me casaria com você!
Flávia sorriu, com os olhos curvados: — Então case-se comigo na próxima vida.
— Fechado!
As duas conversaram e comeram.
Vendo que Flávia não tinha intenção de sair, Pietra perguntou confusa: — Você não vai trabalhar hoje?
— Tirei folga. — Flávia recolheu a louça da mesa: — Mais tarde preciso resolver uns assuntos pessoais, não vou poder ficar com você hoje.
— Não precisa ficar comigo, você estar feliz é o mais importante. — Pietra deitou no sofá sem se importar: — Pense bem, desde que você entrou no Grupo Monteiro, além dos feriados normais, não descansou um único dia, e aquele cachorro do Valentino nem sequer reconhece o seu esforço.
—
Grupo Monteiro.
Valentino estava lendo documentos e disse para Vicente, que estava ao lado: — Peça para a secretária Flávia preparar um café e trazer aqui.
— A secretária Flávia não veio hoje, me mandou mensagem pedindo licença. — Vicente descrevia o "crime" de Flávia. — Quando vi a mensagem e fui ligar, o celular dela já estava desligado.
Valentino ergueu levemente o olhar, suas sobrancelhas escuras franzidas em aparente insatisfação.
—

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