Chamavam de exposição, mas era de fato uma ocasião de negócios; as pessoas que podiam comparecer eram parceiros com os quais eles queriam manter boas relações.
As duas se encontraram na loja.
Na loja, alguns funcionários arrumavam vestidos de gala e joias em uma modelo.
O vestido verde-claro era adornado por flores coloridas, parecendo vestir a própria primavera, sendo fresco e adorável ao mesmo tempo.
O pescoço do manequim ostentava um colar de pérolas, adornado ao centro por um diamante.
Flávia se apaixonou pelo vestido à primeira vista.
E, sem conseguir se conter, estendeu a mão para tocar.
Pá.
A mão dela ainda nem tinha tocado o vestido quando a vendedora lhe deu um tapa forte.
— Sinto muito, este vestido não está à venda; é uma peça sob medida feita por um renomado mestre internacional, só o tempo de fabricação levou dois meses e custa quarenta milhões. — A vendedora explicou com o rosto cheio de desculpas: — Foi apenas uma reação impulsiva agora há pouco, não tive a intenção de ser grosseira.
Flávia baixou os olhos, vendo a nítida marca vermelha nas costas da mão clara.
Pietra obviamente percebeu e estava prestes a explodir quando Flávia a puxou de leve.
A mulher não tinha feito por mal, então ela não precisava fazer confusão.
— Tudo bem.
Por mais que tivesse gostado do vestido, não gastaria quarenta milhões para comprar uma peça que ficaria parada no armário.
Otávio, que passava por ali, viu tudo e acabou não resistindo em entrar.
— Ei. — Otávio levantou o queixo para Flávia. — Esse vestido foi encomendado pelo Valentino há uns dois ou três meses com um mestre internacional para a Heloísa. Você, sendo uma reles secretária que nem vai a festas, tem a audácia de cobiçar essa peça?
O tom zombeteiro em suas palavras não estava disfarçado; Flávia olhou para ele com frieza.
Ela só havia conhecido Otávio depois de casar com Valentino, e Otávio sempre tivera preconceito contra ela.
Toda vez que a via, zombava dela, e hoje não seria diferente.
Pietra, com os olhos cuspindo chamas, encarou Otávio: — Só porque você tem boca não quer dizer que precisa falar tanta bobagem desagradável.
Flávia, que costumava ser dócil, ironizou de forma leve: — Heloísa? Chamando por um nome tão íntimo, o que foi? Você gosta dela também?

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