— Por favor, não me demita. Se descobrirem o que eu fiz, nunca mais conseguirei trabalho na área de restauração. Eu imploro...
Viviane permaneceu impassível, mantendo o rosto frio.
Com o canto do olho, Larissa notou Flávia e lembrou-se de que ela era uma restauradora convidada especial.
Se conseguisse o perdão dela, poderia permanecer na empresa.
Ela mudou de direção, caiu de joelhos diante de Flávia e levantou a mão para esbofetear o próprio rosto.
Pá.
Pá.
— Srta. Flávia, eu imploro. Se eu realmente tivesse poder e influência, a Baoli não me teria demitido, mesmo com todos os rumores circulando pela internet. Por favor, seja magnânima, não guarde rancor...
O som nítido dos tapas ecoou na sala de reuniões silenciosa.
Flávia baixou os olhos para observar a expressão arrependida de Larissa. Não sentiu nada.
Desde o dia em que se tornou líder do grupo um, Larissa lhe demonstrou hostilidade.
Ela havia sido cuidadosa e deixado uma pequena câmera sobre a mesa do escritório. Naquele dia, ela também tinha lhe dado a oportunidade de propósito.
Se Larissa não tivesse mexido em nada, ela confessaria e pediria desculpas.
Agora o fim dela era resultado de suas próprias ações. Flávia não era nenhuma santa e não sentia pena dela.
— Você está pensando demais. Se eu realmente tivesse poder e influência, a Baoli não me demitiria, mesmo com todos os rumores circulando na internet.
De repente.
O som dos tapas parou. Uma compreensão passou pelos olhos antes confusos de Larissa.
Era verdade.
Até a própria Flávia estava sendo enxotada da Baoli; ela não conseguia nem salvar a si mesma.
Ao perceber que ninguém poderia salvá-la, o rosto de Larissa ficou pálido como a morte.
Sua carreira mal havia começado e já estava terminada.
— A decisão final da Baoli é demitir Larissa Paiva. — Viviane falou.
O corpo de Larissa amoleceu. Ela caiu sentada no chão, sem o prestígio de quando andava ao lado de Heloísa.

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