— É sério? — A pequena Flávia perguntou soluçando.
O garoto assentiu com seriedade, afirmando com convicção: — Sim, ela vai.
Dito isso, ele ergueu a mão para enxugar as lágrimas dela. O calor da sua mão a confortou.
A pequena Flávia, assustada, precisava de alguém que a garantisse com firmeza de que sua mãe ficaria bem.
— Para você.
Ao olhar para baixo, viu um boneco de pelúcia de coelho branco.
Seu tom era um pouco desdenhoso: — Meninas não gostam dessas pelúcias? Tome.
— Obrigada.
Aquele boneco a acompanhou por muito tempo, e ela também se lembrou de suas palavras.
O menino daquele dia pareceu um anjo que surgiu no mundo da pequena Flávia.
Ele disse que sua mãe ficaria bem, enxugou suas lágrimas de forma desajeitada, deu a ela um boneco de coelho, mesmo não gostando dele, só para tentar alegrá-la.
Ela se lembrou daquele garoto de nove anos por muito, muito tempo.
Em seu coração, Valentino sempre foi o menino de suas memórias.
Após sete anos de casamento, ela finalmente percebeu a realidade.
O garoto das suas memórias havia morrido, e viveria para sempre apenas em seu coração.
Ela passou a mão no coelhinho branco de pelúcia e limpou a caixa do presente.
Aquele era o presente de aniversário de casamento que havia preparado para Valentino.
Quando chegasse o aniversário de casamento, ela já estaria em Curitiba e não apareceria no Solar dos Monteiro.
Pegou o celular, abriu o aplicativo e comprou uma passagem para o dia oito de setembro.
Oito de setembro era o dia do seu aniversário de casamento com Valentino.
Colocou o celular de lado e começou a restaurar o quadro do Dr. Walder.
Só foi descansar na madrugada.
—
No dia seguinte, na Baoli.
Heloísa chegou cedo à sala de restauração, e a equipe do grupo dois ficou surpresa ao vê-la.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mestre Restauradora e Sua Filha Secreta