— Sr. Lima, vá mais rápido!
O Sr. Lima aplicou força no pé e afundou o acelerador.
Dez minutos depois, um utilitário preto entrou no Hospital Central de Santa Mônica.
O velho médico viu Arthur e perguntou: — Qual o seu parentesco com a paciente?
Arthur hesitou por dois segundos. — Amigo.
O velho médico ponderou por um momento, não disse nada e entrou na sala de cirurgia.
Já era uma hora da manhã quando Flávia saiu da sala de atendimento de emergência.
— Doutor, como está o estado dela?
— Ela já estava muito fraca e debilitada, além de não ter tido um descanso adequado. Nos próximos tempos, vai precisar repor nutrientes rapidamente e manter um bom humor.
Ele não esperava que o estado dela fosse tão sério, e Arthur franziu a testa.
— Obrigado, doutor.
Depois de acomodar Flávia num quarto VIP, Arthur pegou o celular e abriu a conversa com Valentino.
Seus dedos pairaram no ar; no fim, ele apagou a tela e guardou o celular no bolso.
Seu olhar voltou para a Flávia na cama; seu corpo estava curvado, a testa franzida, e o sono era inquieto.
Ele deitou na cama de acompanhante ao lado, colocou as mãos atrás da cabeça e fitou o teto, sem saber o que estava pensando.
No dia seguinte, às nove horas.
Flávia foi acordada pela dor do ferimento na palma da mão e abriu os olhos para ver a jovem enfermeira aplicando remédio nela.
— Seu namorado foi pagar a conta, ele já volta.
Flávia tentou lembrar; quem a havia salvado no dia anterior foi Arthur, então a enfermeira devia ter entendido mal.
Ela assentiu para demonstrar que havia entendido.
Ela estendeu a mão esquerda pela cama, encontrou o celular e mandou uma mensagem para Pietra.
A enfermeira deu-lhe água para beber e saiu.
Arthur estava com o mesmo terno preto do dia anterior, segurando potes térmicos.
Ele armou a mesa e arrumou a comida. — Vamos comer.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mestre Restauradora e Sua Filha Secreta