— Verdade? — Breno olhou para Flávia Viana com desconfiança, mas ao ver a sua expressão tranquila, achou difícil de acreditar.
Em vez de atuar como restauradora sênior, ela estava disposta a aprender ao lado dele, logo quem a havia criticado.
Ele desviou o olhar para Rafael e o viu assentir.
Breno parou o que estava fazendo e pensou por alguns segundos. — Tudo bem, você fica comigo.
Ele queria ver se ela era tão capaz quanto o Sr. Rafael dizia.
Se a técnica dela fosse excelente, ele pediria desculpas.
Se fosse apenas um rosto bonito, sinto muito, ele daria um jeito de expulsá-la!
— Certo, todos de volta ao trabalho.
Rafael disse isso e saiu da sala de restauração.
Flávia Viana se aproximou de Breno com uma atitude humilde. — Breno, o que precisa que eu faça?
Como ela estava sendo amigável e com uma boa atitude, Breno não conseguiu se irritar e manteve o rosto sério. — Vá fazer a cola.
Na restauração, a cola é um adesivo natural indispensável.
— Certo. — Flávia Viana procurou pela sala, mas não encontrou.
Breno, que a observava, aproximou-se rapidamente e a levou para conhecer onde os materiais ficavam guardados.
— Obrigada. — Flávia Viana agradeceu.
O tom dela era sincero, e com a sua aparência excepcional, o rosto de Breno esquentou um pouco.
— De nada. — Após falar, ele saiu apressado.
Flávia Viana ficou surpresa. Ele estava com vergonha?
Quando Otávio Lima passou pelo corredor, viu Flávia Viana pelo canto do olho, mudou de direção e entrou na sala.
Ela não o notou.
Ela estava mexendo algo com um bastão de madeira liso.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: A Mestre Restauradora e Sua Filha Secreta