— Heloísa, para de falar besteiras sem parar! Você não pode sair cuspindo mentiras por aí.
Ouvindo as palavras grosseiras e encarando o olhar de desprezo, a raiva se acendeu nos olhos de Heloísa.
— Flávia, é melhor você se comportar. Pare de ir atrás do Valentino, ou eu não terei pena de você.
Flávia curvou os lábios em puro sarcasmo:
— Com qual olho você viu que eu estou indo atrás dele? Foi ele quem se ofereceu para carregar a minha bagagem.
Dizendo isso, ela se aproximou de Heloísa e sussurrou suavemente no seu ouvido com um tom nostálgico:
— O abraço de Valentino é tão quente.
Após falar, ela se virou para ir embora, mas Heloísa segurou o seu braço com força. O aperto era tanto que Flávia não pôde deixar de franzir a testa.
— Solta!
— Flávia, sua sem-vergonha! Hoje vou dar uma lição em você pelo Rafael, sua desgraçada!
Heloísa prendeu seu pulso com uma mão, ergueu a outra e levou a palma rapidamente em direção ao rosto dela.
Flávia reagiu rapidamente, erguendo a outra mão para bloquear o tapa.
Heloísa ouviu o barulho da água corrente embaixo da ponte. Um olhar cruel passou por seus olhos, e ela empurrou Flávia com toda a força das duas mãos.
Ontem, Valentino não ficou surpreso ao saber que ela estava grávida. Ele com certeza já sabia de tudo.
Porém, não contou o ocorrido para ela e nem pediu para a outra abortar o bebê.
Flávia devia querer usar a criança para voltar para a família Monteiro, ou então para roubar os bens do seu futuro filho.
Desde que a criança pudesse ser de Valentino, ela não a deixaria viver!
Vá para o inferno, Flávia, junto com essa criança no seu ventre!
Só com a sua morte Valentino poderá ficar comigo em paz!
Flávia inclinou-se incontrolavelmente para trás e a parte superior do seu corpo ficou suspensa.


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